FRANCISCO, UM CORAÇÃO QUE TRAZ O AMOR.

COMUMICO A TODOS OS MEUS 3463 (TRES MIL QUATROCENTOS E SESSENTA E TRÊS ) SEGUIDORES E AMIGOS QUE, DURANTE ESTA SEMANA E TODOS OS DIAS, OS QUATRO BLOGUES DE NOSSA AUTORIA, ESTARÃO DEDICADOS, EXCLUSIVAMENTE, AO AMOR, E ACEITANDO A SUA COLORABORAÇÃO, PARA SEREM AQUI PUBLICADOS E COM OS DEVIDOS CRÉDITOS, OS SEUS TEXTOS NUMA GRANDE PASSEATA VIRTUAL DO CORAÇÃO.

USEM O ESPAÇO DOS COMENTÁRIOS OU MEU E-MAIL, POIS, EM AMBOS OS CASOS  SERÃO PUBLICADOS COMO POSTAGEM.



ENVIEM-NOS, PORTANTO, OS SEUS CORAÇÕES.

 

             




Uma palavrinha tão pedida, lembrada, procurada e que, durante séculos protagonizou sempre a vitoria do bem sobre o mal, da generosidade sobre o egoísmo, do perene sobre o transitório, do perdão sobre o ódio, da afinidade sobre o rancor, do prazer sobre a mágoa, da luz sobre as trevas, da humildade sobre a arrogância, da libertação sobre qualquer tipo de escravidão.


Amor que sempre é tudo, insubstituível, imprescindível, sem moeda de troca e que, não admite ser apenas filial, romântico, amizade, companheiro, fugaz ou consumado, pois o amor é tudo que está contido no universo e o universo somos todos nós.
Se dói no nosso coração, age para nos purificar, se exalta a alma alegra nossas vidas, se voa com os pássaros é para nos ver do alto e sobre todos os jardins da vida, os mares da Terra,os caminhos dos homens, então, o amor chora, ri,sente,fraqueja,fortalece, afinal o amor é humano.



E qualquer ser humano que o cative com o seu coração, abra suas portas para ele, cultive-o e, não o deixe esfarrapado ou sôfrego pelo meio do caminho , estará no caminho do meio.
Sem desacreditar nele na primeira provocação do ódio, da inveja, hipocrisia ou dos males e outros menos nobres sentimentos contrários e travestido de amor tímido, destes que ficam secando em solo árido, precisando de uma chuva abundante de encantamentos úmidos, molhados, encharcados de esperança que, o fará renascer em si, a magia da vida.






E por Francisco, um coração que traz o amor e por qualquer outro homem ou mulher que nos acene com esta feliz possibilidade do reencontro e a monumentalidade dos nossos anseios, esperanças e certeza de estarmos a caminho da felicidade e paz interior, devemos festejar.
Afinal, o amor não tem religião, nacionalidade, bandeira, cor, camisa, lado, ideologia, pois é absoluto e paira soberano sobre tudo e todas as coisas, é a semente que viceja, o sol que ilumina, a lua que enobrece a noite, a chuva que, encanta o sono reparador com seus barulhos dos céus e, o gotejar dos nossos protetores telhados das nossas mais verdadeiras e sentidas emoções.
As chuvas de cores que nos abraçam e revitalizam.


Então, sorriam as crianças banguelas, balancem os rabos os cachorros arteiros, mostrem os seios a mãe, mães da vida que alimentam os homens com a seiva sagrada da sobrevivência, trabalhem e cada vez mais, todos os homens e mulheres que, acreditam na construção diária da honra, ética e dignidade do viver em consonância suprema com todos os astros e estrelas do cosmo que, reparem bem, nunca pediram propina para nos manter vivos.


E mesmo que você não seja um sol, ou não tenha nascido lua, muito menos um cometa, saiba que, o amor que está contido no seu coração pode ser do tamanho do universo, pois, lembram que, eu disse que estamos contidos nele?
É tempo de reconciliação, explosão de amor, abraços mútuos que, sintam o calor dos corações de brancos, negros, amarelos, indígenas, ocidentais, orientais, homens e mulheres enfim, de boa vontade e agradável percepção para sentirem que a vida é muito mais do que pequenas vinte e quatro horas.

DA HIPOCRISIA HUMANA.

                                

Não se assustem, jamais pretenderia esgotar aqui o assunto, ele é tão vasto que daria varias coleções de enciclopédias.
Porém não custa nada lembrar como é sórdido fingir, dissimular, escamotear e fazer crer ao outro que, somos portadores de uma virtude e isso não corresponder à verdade.
Então,quando vemos o impostor cair na vala rasa da mediocridade humana ao ser pilhado em delito flagrante, da sua falsa devoção e desmascarado nos seus inexistentes sentimentos, dá pena, muita pena ver como se encolhe, rasteja e fica tão parecido com um animal peçonhento, corpo todo colado ao chão, enlameado com sua própria sujeira.
A falsidade é uma praga em alta numa sociedade que parece estar organizada para transformar e deformar caráter, muito mais do que o enaltecer.
Vale tudo realmente, para sermos vistos como aquilo que não somos?
Vale o preço da desonra quando somos descobertos e desnudados em nossos sentimentos hipócritas e mentirosos?
Vale a mentira e a simulação de quem e como diriam nossos avós, comem sardinha e arrotam bacalhau?
Temos que lutar uma luta sadia para procurarmos diminuir a distância entre o que se diz e o que, se faz e tentarmos sempre, chegarmos ao ideal de que a nossa fala seja exatamente, a prática das nossas atitudes do dia-a-dia.
É possível sim, identificarmos se alguém mudou realmente ou apenas se revelou em sua mais pura e essencial personalidade que nunca deixou de ser, a maneira de fazermos isto e convivermos.
Santo remédio a convivência que desmascara a hipocrisia, numa determinada hora e local indeterminado, mas que acaba sempre acontecendo.
O hipócrita vive sempre duvidando que em meio a uma tempestade possa um raio cair exatamente sobre a sua cabeça. Isto pode ser muito difícil, mas descobrimos que aquilo que ele fala e o que não faz, com certeza é um risco certo que todo mau caráter corre.
Ficaram também muito mais pegajosas, escorregadias, incertas, dissimuladas e imprevisíveis a maioria das novas e recentes histórias de amor, pois, infelizmente, mas não se faz mais Romeus e Julietas como antigamente e algumas famílias não tratam mais de defenderem a honra de coisíssima nenhuma!
O primeiro dever na vida de muitas pessoas tem sido a de ser o mais artificial possível. O segundo?  Também.
Porém os riscos de uma conduta hipócrita são evidentes.
Afinal se é verdade que nos tornamos responsáveis por aquilo que cativamos, como dizia Exupéry, não menos verdade será alertarmos que muitos não merecerão nenhuma clemência ao terem enganado àqueles bons propósitos.
Dá muito mais trabalho não ser o que realmente somos, do que nos colocarmos, peito aberto em qualquer situação, sem máscaras, engodos, disfarces e preocupados exclusivamente, em sermos verdadeiros e acima de tudo, com nós mesmos.

Não dói nada.

ENTÃO QUE SEJA, ETERNAMENTE EFÊMERO.



“Amar é ter um pássaro pousado no dedo. 
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento ele pode voar”.                         
                                                                       Rubem Alves*
                                                                                                                                     

O que importa se voar o pássaro do amor?
O que importa é que a monumentalidade, deste gesto, certamente, foi eu ter conseguido fazê-lo pousar num dos meus dedos, atraí-lo atordoá-lo, tirá-lo do seu norte, fazendo que desgovernado desabasse sem sustentação, em mim.
E se o pássaro do amor que foi feito para voar entre tantos corações, espreguiçou-se pousado entre nós, sentiu nosso calor, trocou conosco momentos de afagos, ouviu repetirmos juntos as mesmas frases, e sonhou ao nosso lado os mesmos sonhos de êxtases e paixão, e se foi assim, mesmo que voe... Ficará.
É isso.
Ficará daquele amor de passagem, os encantos, em tantos outros recantos os quais jamais imaginávamos um dia conviver, respirar em atmosfera tão pura, apesar de contaminada por odor forte de corpos amados, suados por gozos plenos em peles atritadas, excitadas, sentidas nas gostosas coisas destas nossas peles, coisas da alma, coisas da felicidade.
E se voar o pássaro, deixará o ninho. E ficará a vida, pelo menos aquela vivida e já com prazo de validade vencido, recolhida aos estoques agora indisponíveis, e distribuídos nas nossas prateleiras emocionais, como artigo invendável e apenas exposto para consumo da casa.
Pode ser efêmero aquilo que ficará eternamente inesquecível? Pode ser volátil o que aprisionaremos para sempre nas nossas lembranças?
E sempre que passar uma criança será lembrado, um pato preto o lembrará, um pedalinho n’água, uma cama desarrumada no dia seguinte, será lembrado.
Poderá ser esquecido, se sempre que esfriar o tempo sentirmos as névoas invadirem nossos pulmões a provocarem vontade de abraços, inevitavelmente beijos atodoardos, mas, bem vagarosos, compridos, sentidos e como manda o manual das nossas mais sábias etiquetas de convívio a dois?
Este pássaro pode voar de retorno aos outros espaços sem fim, mais o infinito mesmo do seu vôo, terá sido o dia que ele tiver pousado num dos dedos das nossas mãos.
Quando se for, deixará isto sim, o maior feito de todos os vôos, nenhum outro igual, e por ter sido assim tão incomparável, ele mesmo sentirá necessidade de repetir e voltar.
Nem será preciso. Não o faça, abstenha-se de voltar, é um aviso.
E sabe por que do aviso?
Nunca volte ao lugar onde você foi feliz para ali encontrar novamente aquela felicidade, pois, a paisagem estará tão irreconhecível que você teria preferido manter somente na imaginação o que, agora desaba por completo diante dos seus olhos.
Não volte pássaro, deixe ficar, somente o amor.



* Rubem Alves é psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro.


O MEU LUGAR EM VOCÊ.


 Nosso amor tem uma forma ectoplasmática indivisível na qual, nenhuma das nossas moléculas afetivas se quebrará mais, pois, conseguimos encontrar a excelência de um estado químico confortável e de perene estabilidade das nossas emoções, tudo isto construído e conquistado pela força de um sentimento que, já nasceu adulto.
Eu em você, como a síntese deste nós, independemos das externalidades que irrompem como espasmos de vontades já sepultadas nos terrenos baldios de um perverso e conflituoso passado e que,transformamos em nova realidade e dela emergimos, voltando a respirar.
Você feriu de morte o Cavaleiro do Apocalipse eu, investi contra a Hydra decepando suas sete cabeças confusas e nós, aprendemos após, tantas vitórias, a selecionar e escolher melhor os mimos que a vida e os bufões destas conhecidas óperas pífias de cenários desabados,nos voltam a oferecer.
Aprendemos a perceber que, inevitavelmente, alguns daqueles presentes terão a cara e o corpo de um indesejável Cavalo de Tróia, autentico engodo destrutivo.
E, por termos aprendido a subjugar tantos outros personagens do mal,até mesmo Zeus identificou-se conosco, apesar da monumentalidade das alturas que sempre esteve e, mandou nos convidar para subirmos ao Olímpio.
Declinamos com humildade, e no momento certo, quando descobrimos que,também aquele generoso deus mitológico, apenas queria usar os nossos pés fincados em solo firme de um amor sólido, para colocá-los naquele tal do Aquiles,em substituição aos seus calcanhares inseguros, precários e vulneráveis.
Como vê temos escapados sempre destas armadilhas existenciais.
O meu lugar em você tem se mantido ileso, assim como, as suas opções e certezas afetivas tem conseguido fôlego necessário para dribles desconcertantes em nossos adversários.
Nosso entorno,portanto, não necessita mais de cercas protetoras, afinal,é no encontro dos nossos corpos, pulsar compassado dos nossos corações e trocas inevitáveis de calor que nos mantemos afastados daquela fria infelicidade pretérita. 
Temos nos mantidos afastados dos perigos que, possam gerar outras nódoas em nossos corpos e principalmente, nas nossas almas.
Agora, nosso espetáculo de vida tem a beleza do sorriso banguela de um bebê, a incontida permanência de um abraço acolhedor de mãe, a sinceridade de nossas mãos estendidas um para outro e,certos de que,estas mãos jamais se transformarão em armas que machuquem,macerem,magoem ou firam a integridade do nosso amor.
Que venham,portanto, as novas pragas do Egito!

CARTA E RESPOSTA.

                                                                      



                                                               


                                                CARTA.

E é quando a saudade aperta que mais sinto sua presença.
Porque você está em mim. Seu cheiro, seu carinho, seu amor estão impregnados em meu corpo.
Me abraço e sinto o seu abraço, me olho e vejo seus olhos, me olhando, guardando a memória do que somos.
Quando a saudade aperta, suas roupas me trazem você, suas fotos mantém sua imagem bem perto e seu travesseiro acolhe meu rosto. Aperto-o contra o peito, faço dele a extensão de seu corpo. Corpo que nunca canso de apertar contra o meu.
Quando sua falta é física, invento uma maneira de trazer seu calor, seus suores e seus sons. Repasso nossa curta história em um longa metragem, curto é só o tempo, não a intensidade.
A presença na ausência é tão forte que me mantém atada, próxima, ao alcance.
Minha mente se transfere para o meu coração e meu coração pensa: sou dele e ele é meu. Não é posse, é certeza, é fado.
E do meu coração às minhas mãos, meu amor transborda em texto que escrevo para acarinhar.
Esse é o trajeto da minha saudade: da mente ao coração, do coração às mãos que estão, nesse momento, não vazias de você, mas cheias dos afetos que trocamos.
Você me acompanha, está comigo, em mim.
Se amor não é para principiante, saudade é para quem sabe amar.
Não sou principiante, sei amar.
Durma bem.
Um beijo.
                                   RESPOSTA.

Amor,dormi e tive um sonho.
Voava por entre cânions de fantasias no quais, vales profundos com paredes rochosas em forma de penhascos, formavam gargantas certamente, moldadas por este seu volumoso rio de felicidade que, abre no calcário da minha existência ,fendas irreversíveis através das quais eu respiro e vejo um céu pincelado de tênues nuvens brancas e inacabadas.
Suas fendas, seus vales,seus penhascos, este seu rio que irrompe alegre em mim,banha,hidrata e mantêm meu amor por você iluminado pelo sol de um  amarelado de purpurinas indescritível,  forte,mormo que, aquece meu corpo em únicas e singulares circunstâncias.
Eu era um pássaro, liberto do mal,liberto na alma,liberto dos garrotes que sempre me aprisionaram  ao tempo inexorável e nos dedos sempre contados, esperando que a natureza desse um dia o sinal e acendesse a luz vermelha do tráfego, aqui por esta vida...fechado!
Eu renascia ali, em alegre voo rumo a um horizonte eterno,monumental, sem dimensão de espaço e tempo.
Eu voava, para o infinito das suas entranhas, destes seus cânions generosos e sempre então que, morria,voltava ao seu interior,  onde você me abrigava e fazia-me nadar pelo rio majestoso da sua vitalidade ,eu saia e era parido mais uma vez - e foram tantas às vezes - para viver muitos e muitos anos, novamente.
Então, eu tinha encontrado em você a fonte da minha eternidade, a razão do nosso amor sem fim , sem aqueles indesejáveis espaços e tempos, nos quais os simplesmente mortais, delimitam-se nas rotinas  menores de dias contados, antes de dizerem adeus a tudo em suas vidas.
E nós renascíamos a cada novo dia deste sempre mesmo amor que, nos tornou imortais.
Acordei bem melhor.
Outro beijo.

NOCAUTE.



Não há sol que, ilumine a cavernas profundas que ficam em nós,depois de uma ingratidão que fere e marca feito gado, nosso corpo indefeso, surpreso pego como um olhar de soslaio.
Ninguém está preparado contra a ingratidão e, nem existe antidoto conhecido pois,esta selvageria comportamental,  só ocorre entre aqueles que se confiam mutuamente e depositam confiança extrema portanto,  jamais supõem, numa crença ingênua, que serão alvos do disparo inesperado de tais armas mortais.
Victor Hugo dizia que :  "Os infelizes são ingratos;isto faz parte da infelicidade deles".
Bem , então começamos por aqui, ou seja, eu cometo um ato de desrespeito a terceiros, ignoro tudo que fizeram por mim alheio àquilo que, me amenizou sofrimentos , porque sou infeliz e sendo assim, mais um também terá que ser, farei que outro viva igualmente, o meu  purgatório.
É a mesma história do afogado, que ao tentar salvarmos - e todo profissional desta área sabe disso - ele nos puxa também,para o fundo.
Na infelicidade não existiria nenhuma solidariedade,nada que impeça a contaminação deste vírus cruel,seja pela boca malévola das maledicências , premeditados atos de fofocas ou quem sabe, em práticas dolosas e meticulosamente urdidas em mentes doentias.
É muito vasto o campo no qual a ingratidão pode ser semeada,muito fértil a terra que são escolhidas para a sua reprodução no qual, o sol é usado como combustível do mal e seu calor ao invés de dar vida, queima de forma irrecuperável, extensas lavouras de amizades que jamais terão mais nenhuma colheita.
"A ingratidão provém, com certeza,da impossibilidade do pagamento de uma dívida" diria o escritor Honoré de Balzac em: A Comédia Humana.
Esta é uma obra hercúlea, extensa  e admirável com mais de  noventa e cinco romances nos quais é  retratada a sociedade francesa do século dezenove, muito parecida com todas as outras sociedades, antes e depois daquela sobre a qual, ele escreveu.
Somos todos iguais!
Afinal, humanos de osso , carne e pele até por vezes bronzeadas,  somos todos nós  e, se até as mais colossais rochas sofrem erosões do tempo porque nós não a sofreríamos?
Mas dói e imensamente, isso dói!
A força e o inesperado da violência de uma ingratidão, vinda do lado que menos esperamos é desconcertante.
Nos nocauteia e somos jogados inertes na lona fria dos ringues da vida, sem sabermos sequer o nome do golpe que sofremos e a sua razão, como se aliás, pudêssemos  sentir menos,ou ficarmos menos revoltados, se o golpe fosse menos sujo.
Portanto,nunca é menos pois, sempre nestes casos é muito mais!





AMOR GANGORRA.


Sabe quando você se habitua a conviver com eternas incertezas ou constrangimentos continuados para manter um amor que, não oferece mais nenhuma consistência para tornar-se confortável para ninguém?
Isto é o amor gangorra!
Se pararmos um instante, seja quando ele estiver no alto ou no baixo das suas instabilidades, pensarmos,refletirmos, analisarmos e avaliarmos o que está acontecendo, chegaremos a conclusão de que,adoecemos com ele.Apenas continuamos a investir em ações de terceira classe, nesta bolsa de valores sem mais nenhum valor e jamais teremos lucros nem dividendos esperados pois, é um papel ridículo apodrecido pela má gestão dos empresários.



Não devemos nos acostumar com aquilo que só trás infelicidade e aquelas infinidades chorumelas e bate-bocas constantes,infrutíferas, estressantes e constrangedoras.
Quando se perde a autoestima, despencamos ladeira abaixo nesta imensa montanha escorregadia por um lamaçal, cujos respingos em nosso corpo, só sairão com muito banho de recuperação da nossa dignidade, enquanto pessoas.
Temos horror ao rompimento,apostamos sempre na possibilidade do reencontro ou paz perdida,tornamos sempre muito mais difícil , vermos a realidade nebulosa daquele amor com um céu sempre ameaçador, escuro, cheio de faíscas dos raios indesejáveis de rancores e que acaba desbabando , inevitavelmente em tempestade,inundando e sufocando nossas cansadas possibilidades de resistência.
E assim que a banda toca!
E sempre que precisamos mentir para nós mesmos,iludirmos, enganarmos e virar trapaceiros dos nossos próprios sofrimentos, decretamos a morte de qualquer amor que, tal qual a chama de uma vela que, se apagou cansada e exausta de si mesmo.

Isto porque, o amor é liberdade na convivência ,sem receios, medos nem pejos,é céu azul sem nuvens constantemente ameaçadoras de grandes temporais emotivos ,exige movimentos dóceis sem violências ou ameaças ,um verdadeiro balé de danças suaves à frente daquela monumental orquestra de sonhos e paixões verdadeiros.
Se as sapatilhas se rompem ou a orquestra desafina é sinal que o amor gangorra está pedindo para sair daquele palco, e em nós deverá prevaler a coragem de aceitar o inevitável da separação, sempre com saudável e eterna esperança, de que o próximo espetáculo, seja mais digno.
Fecham-se as cortinas!



CONSTRUINDO ESTÁDIOS E DEMOLINDO O RESTO.



Sei não, mas acho que ando ranzinza demais para o gosto destes protagonistas do grande circo das maracutaias humanas, nas quais o errado sempre agora, é o que está certo.
Gastar mais de um bilhão de reais para reconstruir um estádio de futebol, como fizeram com o Maracanã é muito para minha pouca paciência.
Quer saber de uma coisa? Copa das Confederações, Copa do mundo ou copa do  cassete a quatro, nada justifica que construamos estádios milionários com obras hiper-super faturadas enquanto que, nos corredores dos hospitais , seres humanos regurgitam seus últimos soluços de vida e entregues à própria sorte naquelas macas imundas da incompetência administrativa médico-hospitalar.
Uma vergonha, mesmo!
Somado a isso temos as escolas em péssimo estado de conservação, professores muito mal pagos,alunos assustados pela possibilidade da próxima invasão da bandidagem, naquele território que deveria ser um altar sagrado da educação.
Se fosse só aquele mais de um bilhão do Maracanã, estaria ruim, mas, é muito pior, se constatarmos que no Amazonas, São Paulo e no raio que os parta, tantos outros estão sendo construídos e alimentando a ferocidade corrupta de meia dúzia de moleques que, fazem da vida pública, uma prostituição dos seus próprios valores como seres humanos.
E ainda, temos que ficar levando bronca de outros tantos pseudos gerentes da Fifa,entidade esta que, antigamente cuidava de Copas do Mundo de futebol e agora,transformou-se na maior empreiteira internacional de construção de estádios.
Que beleza! 
Para que se tenha uma ideia deste descalabro e orgia financeira em curso, o bairro de Itaquera em São Paulo é um dos mais pobres daquele estado e exatamente lá, para sacanear de vez o povo, ergue-se um estádio multimilionário e seus atores principais nesta comédia pífia da pilantragem destas edificações fáceis,ali se locupletam.
E dão gargalhadas na cara do aposentado,do trabalhador que perde quatro a cinco  horas, com a sua digníssima bunda atolada no banco de um ônibus sujo,colocado em cima de uma carroceria de caminhão que,faz mais barulho do que trovoada de chuvas de verão e lá dentro, somos todos gados indo para o abate,aos trancos e solavancos.
Ninguém vai para a cadeia, ninguém tem medo de nada, ninguém acredita que pode ser punido e sabem porque?
Ora, se tiver que botar na cadeia todos estes caras, teríamos que construir mais uns dez estádios destes para caber todo mundo.
Não, aí não! 
Então, para este ônibus pulguento e fedido, pois agora, quem quer soltar sou eu.

QUE SEJA!


De todos os sentimentos, o amor é o mais invasivo e insidioso. 
Tanto pode te pegar pela mão e seguir devagar, aos poucos, como pode te pegar pelo pé e te tirar o chão.
Amor não enxerga o feio ou o bonito, não liga prá defeitos, não se importa com classe social, com  cor de pele, com idade.
À ele, não interessa se é correspondido, se existe sintonia, afinidade, interesses comuns, proximidade geográfica. Amor acontece.
De todas as lutas contra um sentimento, a luta contra o amor é a mais inútil.
Quanto mais se luta, mais ele se fortalece e se impõe.
Amar alguém é projetar no outro a sua idealização, tentar ver no outro o que lhe falta ou o que lhe sobra.
De todas as faltas que existem, a do amor é a que mais perturba.
Abre vazios, grita carências, arrasta os dias, torna as noites longas e insones.
Amor impulsiona, faz crescer, faz melhorar, faz trocar e doar. Amor ilumina.
E quando, amando, sentimos a dor na falta do objeto do amor, a dor na presença desse objeto, a dor de se ter e não poder ser um só, o mesmo, o igual e único, temos, então, o amor pleno, em sua essência, temos o amor que eleva, que enleva, que envolve tudo em uma bolha de afeto ofertado à um e a todos.
Porque amor irradia, transfere o excesso, distribui.
Não há sentimento que mais ensine e que mais force a aprender.
Amor desprotege, desarma, desmascara. Amor entrega, despoja, desnuda.
Fragiliza, vulnerabiliza, sensibiliza, amor recupera.
Amor é trazer, não levar.
Amor é dar, não tirar.
Amor é dividir.
E quando dá aquela dorzinha ao pensar na pessoa que amamos, essa dor é a única que não magoa, que não faz sofrer, porque é a dor de um amor tão grande que não cabe no corpo, é a dor da expansão, é a dor de um sentimento que cresceu tanto, mas tanto, que explode dentro e destruindo  certezas, defesas, nos faz amar ainda mais quem já amamos muito.
Que doa, que exploda, que mude o eixo, que troque o norte, que desnorteie!
Se é por amar, que eu me dilacere!
Se é por amor, que eu me arrebente!
Porque é dele que virá a minha cura!

Texto gentilmente cedido por Caléria Gorki,uma das nossas colaboradoras no Fórum de Discussão do meu novo blog:

Sexo é um produto de consumo.










PARA UMA REFLEXÃO SOBRE O TERROR DO TERROR.

Os últimos acontecimento em Boston , mostraram como a sociedade ainda sofre e não está preparada,sempre em escala desproporcional de desvantagem para estes atos de terrorismo, até mesmo em países os mais belicamente preparados.
Nesta postagem, iremos  tentar dimensionar , como o poder organizado civil e militar sofre explícitas inconsequências destes atos de destruição terrorista, sem a menor capacidade de defesa.
E, depois para prender os executores destas matanças que pune inocentes nas mais diversas situações, o terrível desgaste que estamos obrigados, para conseguir e isso, quando...conseguimos!



IMAGINEM,AGORA, SE ELES FOSSEM MIL.
Será que deu para entender, o terror deste terror e a dimensão dantesca desta ameaça?

ATRAVÉS DA JANELA.




É comum que na vida, nos mantenhamos restritos às percepções menores e as mais inadequadas para que possamos ver a vida em toda sua plenitude e suas possibilidades reais que encontraremos pela frente.
Isto porque, a rotina da existência, o dia-a-dia dos nossos compromissos nos impõem sempre uma maneira restrita de organização mais burocrática de resolver as questões do que, a oportunidade de criarmos, outras opções, para antigos ou novos problemas que se nos apresentam.
Além de mais comodo, isso nos dá mais tranquilidade e segurança, para continuarmos a sermos eficazes com nossos desempenhos que, diariamente nos parecem ser os mesmos e enquadrados naquela chatice e mesmice de que nada de novo no horizonte se nos apresenta.
Então, o que foi feito ontem será da forma como nós nos resolveremos hoje.
As mesmas  formulas e as mesmas atitudes, poios afinal, é assim que, sempre foi, e qual a razão de mudar sem aparentes necessidades explicitas?
Seria esta , mesmo para os processos mais rotineiros das nossas vidas o enfoque mais produtivo e a melhor maneira de os resolvermos, ou seja sempre adotando formulas que sempre deram para o gasto.
Com certeza que não!
Pode ser mais comodo, podemos nos sentir mais seguros, e nem precisarmos de grandes esforços mentais, para continuarmos a tocar aquela embarcação da vida por um rio que julgamos que por ter sempre  a mesma aparência, pensarmos que será sempre o mesmo e  não necessitando de maiores ajustes nas nossas condutas , para navegá-lo.
Ledo engano, pois aqui começam nossas reflexões e, a mais importante é a de que, nenhum rio é o mesmo apesar de suas águas passarem sempre pelo mesmo lugar, entre as suas margens.
As águas são sempre outras,a quantidade de peixe ou poluição são sempre diferenciadas  o seu volume aparente de águas comportadas são alteradas seja, pela evaporação, seja pelo alargamento das suas margens, ,pela quantidade ou ausência de chuvas e quem sabe ontem estavam mais turvas e hoje, mais limpas e cristalinas.
A verdade é que , assim como, aparentemente um rio é sempre o mesmo, ele nunca se repete nas condições do que ela era ontem.
A isso é que devemos estar absolutamente capacitados para diferenciar,perceber e encontrarmos então, novas formas de lidarmos com uma situação que se apresenta como igualzinha as de sempre, mas que se acurarmos a nossa percepção verificaremos que são essencialmente diferentes pelas suas novas e sutis peculiaridades.
É como se deixássemos de olhar para uma janela e só vermos os seus contornos , se os vidros estão mais ou menos sujos, ficarmos admirando sempre a cor , o formato e arrumação das cortinas e nos esquecêssemos que, na verdade, isto o fazemos diariamente, porém o que fundamental é que, não olhemos para a janela, e sim, para a vida que passa lá fora, através dela.
Simples assim, é só uma questão de novas percepções para antigas imagens e situações.
Isto é crescer!


OS ENCANTAMENTOS À DOIS.



Muito se fala das monumentalidades afetivas que, podem ocorrer num amor quando começa a coçar a gengiva e dar a entender que, irá deixar aparecer os primeiros dentes de leite daquelas bocas que se nutrem de beijos asfixiantes e inevitavelmente, terminam na horizontalidade dos leitos que hospedam corpos ensandecidos de desejos. 

Muito se fala dos eternos momentos que juntam duas pessoas em insaciáveis necessidades das mutuas presenças e, aquela agonia intempestiva em não se largarem mais e sequer, admitirem a ideia de afrouxar e,nem que seja um pouquinho, aqueles abraços com gosto de eternos e que já se nutrem de vontades independentes das nossas próprias.

Muito se fala do sexo que irrompe em corpos cegos pelo querer sentir em gemidos prolongados os êxtases de prazeres que, inundam por fora e por dentro.

Muito se fala e, sempre é bom ouvir que, amor está em alta e abandonar desta forma, aquela torpe e insensível frase feita de que: o amor não é tudo.

Absurdo!

Muito se fala, em público, ou no particular, este tipo de sandice de pessoas que não alcançam a felicidade e como bruxas meneias e suas vassouras do mal agouro , tentam aspergir estas asneiras pelos quatro cantos dos espaços ocupados por corações que nem dão bola a estas bastardas bobagens.

Muito se fala que o amor não é tudo,repito! Como assim?

Muito se fala que amanhã vamos fazer isso e aquilo, marcar o antes e o depois, insistir a cada dez minutos pelo telefone com aquela pergunta ansiosa :Então, está tudo  certo mesmo?

Muito se fala,muito se fala, muito se fala...

Eu, particularmente,prefiro e só falando o essencial,ir fazendo.

Quer que eu minta?

NINGUÉM ERRA SOZINHO.

        

Você não deve ser tão inadequada para amar,pois  esse sentimento que é o único entre todos os mais nobres do mundo e que modela, formata e dá alegria e objetivos às nossas vidas deve, por  obrigatória reciprocidade nossa, merecer a coragem, habilidade e competência dos antigos navegadores que, acrescentaram muitas terras,as até então conhecidas ao novo mapa do mundo, como hoje o contemplamos.
Se, o seu mundo ainda está restrito àquele seus tempos de antiga imaturidade afetiva, mude, estenda seus olhos para o horizonte mais longínquo e não cometa erros primários,infantis, imaturos e sem o minimo de personalidade , seja para começar ou terminar um relacionamento.
Quando você quer começar um amor e pretende que, ele seja bem sucedido, compreenda que o seu novo parceiro(a) não merece escutar, pelo menos em princípio, todas aquelas mazelas e tragédias que marcaram a sua vida, até aqui.
Ninguém merece ter a Trompa de Eustáquio,  os ouvidos, entupidos por intermináveis ladainhas de traições daquele ex- marido ou esposa, companheiro ou, o que quer que seja, nem seus mais aflitivos problemas com seus filhos, cunhados  mãe , os seus familiares,vizinhos, colegas de trabalho,enfim...
Seus insolúveis problemas financeiros, são muito difíceis de serem escutados e bem absorvidos, assim na cara,de imediato, na lata.
É insuportável, e amor nenhum resiste, saber de tantos e intensos problemas que você viveu no passado e ditos de uma só vez , como se estivesse, regurgitando após uma alimentação mal digerida, tudo de volta.
Lembre-se que esta é uma nova situação desabrochando e que, precisa ser regada com momentos muitos positivos e que,deverão se tornar inesquecíveis.
Ninguém é obrigado a ter que ser sociólogo,sexólogo, psicanalista, assistente social ou psiquiatra e depois de empanturrado de tantos problemas seus, ter que dar opiniões e soluções para tudo.
Certamente você ,  não irá receberá nos próximos dias mais nenhum telefonema!
E quando se termina um amor, tal qual a chama de uma vela que se apaga cansada e exausta de si mesma e, com mais nenhum vestigio de cera para continuar mantendo acesa a chama,não deixe de atender os telefones ocasionais que são dados para você, por quem um dia esteve a seu lado.
Isso é aviltante,é tratar um ex-amor como um moleque,um desclassificado,uma pessoa que não lhe merecia e, com esse tipo indesejável de vingança,você está demostrando que o odeia e já dizia Freud, que a gente só odeia a quem verdadeiramente ama, e não consegue alcançar.
A resposta seria uma indiferença , porém muito educada.
Daquela forma você estaria passando um recibo de uma conta que  não teve como pagar!
E também, não é só falta de edução e sim, uma covardia e que demostra absoluta insegurança, não atender para... fugir.
Finalmente, por mais infeliz, triste e inadequado que tenha sido aquele antigo amor, não o profane com críticas  e outros comentários menos abonadores com amigas ou mesmo desconhecidos.
Ninguém erra sozinho.

DEU!

Estava esquecendo tudo de mim à medida que só lembrava tudo de você.Decidi então que,estava muito para você e absolutamente, nada estava me restando.O meu cheiro era o das suas roupas , seus perfumes,seus cabelos,seu corpo, enfim.Meu vocabulário estava se perdendo e apenas repetia seus jargões,suas metáforas sobre isso ou aquilo, os exemplos de sempre que você dava ,minha boca falava pela sua e minha cabeça,seguia o que pensava.
Comecei a achar tudo aquilo muito sem graça e comecei a rir de mim mesmo.Eram gargalhadas enormes,maiores que seus seios,muito maiores que suas nádegas, e sempre muito gostosas,mais gostosas que estas suas coxas que me enlouquecem e sempre derrubavam minhas últimas resistências.Nossa  você me fazia de gato e sapato.Lembra?
Eu deixava, porque uma gata como você sabia tudo de  esfregar,acarinhar,chegar,sair,lamber...
Nem sei o que mais, e se lembrasse não iria fazer propraganda pois, afinal, o que tem de botucas olhando para você já me deixava muito irritado, imagine se agora fico alardeando seus méritos.
A fila iria dobrar, com certeza! 
É isso, não vou plantar sementinha no seu terreno fértil de encantamentos, porque vai que eu amanhã me arrependa de estar indo agora ,certamente iria encontrar um Maracanã ou um Pacaembu superlotado de gente,batendo na sua porta.
É isso!E por falar em porta, estou saindo de mansinho, levo a chave comigo e não adianta mudar a fechadura, pois entro pela janela.
Mas,por enquanto "deu". Não é assim que você fala?
Está vendo como eu precisava realmente sair, para reaprender a falar com  minha boca?

VEIO PARA MUDAR.


Após cento e trinta anos um Papa não-europeu implode nas feições serena de um hermano argentino.
Papa Francisco que, optou na sua vida eclesiástica por uma forte e irreversível opção pelos pobres,pelas ruas, becos e atalhos onde os miseráveis e mais desfavorecidos deste mundo, catam as migalhas deixadas pela opulência daqueles que, de tanto terem, podem jogar fora os desperdícios inevitáveis.
E esta surpreendente eleição de Francisco, sócio do Clube Atlético San Lourenzo de Almagro, vai com absoluta certeza movimentar agora, a imensa arquibancada de um bilhão e trezentos milhões de católicos em todo o mundo.


Um gol de placa!
Este guerreiro jesuíta também, percebeu nos seus embates e, no  corpo a corpo com a sua sempre e humilde presença entre os menos favorecidos que, o Cristo e seus ensinamentos está perdendo terreno entre os católicos do mundo pois, afinal, distancia-se da evangelização das eternas verdades do cristianismo e cada vez mais, afunda em escândalos inadequados desta ou daquela natureza, de forma atabalhoada.
Bento XVI, exerceu sua dignidade com todo o rigor e cansado percebeu  que não podia mais manter a chave da Igreja Católica consigo pois, estava demasiadamente, pesada para as suas forças.
Então, de um aparente caos institucional no Vaticano, nasceu a certeza de que o Papa Francisco vai colocar ordem e esperança num mundo melhor, e isso fica explicito no seu rosto.Ele pede calma, orações e que, tenhamos a certeza de que nada continuará como antes.

Católicos ou não, existe sim, entre todos ,uma certeza de que este novo Papa e sua opção pelo contato direto com o mundo e pelos pobres,colocará os pés na estrada e para tanto já vestiu de forma protocolar, as indumentárias necessárias.
Ele sabe como bom torcedor de futebol que a hora é de suar a camisa.



ESQUECI DE LHE CONVIDAR PARA A MINHA REALIDADE.


                 
 Pois é, combinamos tudo detalhadamente ,a hora do encontro, o local sem muita gente para facilitar, um dia da semana ideal para nós dois,vestimos as roupas mais bonitas, ajeitamos os cabelos, lavamos o corpo com água de cheiro no melhor estilo da brava gente nordestina, afinal, bravos também estávamos e cheios de esperanças, enfim, aquelas coisas que acontecem quando começam os novos relacionamentos.

E quando isso faz –se presente, acende um sol interior que ilumina o universo da nossa escuridão interior e brilha nos olhos tanta alegria que por vezes e sem nenhuma explicação um lacrimejar involuntário desperta das pálpebras secas dos nossos olhos que só viam imagens de um passado de frustração e dor, como se quisesse banhar as secas emoções lá atrás deixadas.

O sorriso das crianças parece mais explícito, o abraço de idosos um clamar agudo que também, poderemos chegar lá,as pessoas que transitam ficam mais afáveis, simpáticas e solicitas mesmo que só nós as estejamos sentindo assim, porque estamos sentindo isto sim, um mundo que só a nós pertence.

Os dias passam , as alegrias, novidades, emoções recentes e os ímpetos de jovialidade e aceitação irrestrita do outro passa a dar lugar a uma nova necessidade de convivência que exige que, conheçamos um ao outro , independente da satisfação do que aquela nossas presenças nos nutrem.

Então, nossas realidades começaram a colidir,pipocar,engavetar em trânsito de idéias que geraram congestionamentos de caminhos diferenciados e de percepções muito incompatíveis e a cor amarela para um, é vermelho para o outro , em tudo sentíamos impasses tão intransponíveis que chegamos a confessar que só o amor não seria suficiente.

Parecia coisa de louco, pensar que só o amor não seria suficiente para manter juntos dois seres humanos que perseguem a vida toda e só, para que esta realidade lhes caia no colo e as façam felizes até que a morte os separe.

E quando isso acontece...

Mas, realmente,não é , acima do amor estão às realidades de cada um, como a vemos e reconheço que esqueci na volúpia da conquista, de lhe convidar para que conhecesse a minha e, quando isso foi possível, passados aqueles momentos atrevidos de sedução e entrega irremediável de desejos inevitáveis, vimos que realmente éramos absolutamente, inadequados um para o outro.

Quem poderia ceder? Poderia? Cederia?

Nem esperamos para ver se estes caminhos seriam possíveis.

Mas, valeu!