NUNCA SE PERDE UM AMOR

 

NUNCA SE PERDE UM AMOR!

 


 


                                                                      

Bobagem essa coisa de dizer que perdeu um amor. Gente sem noção que na sua absoluta ausência de compreensão da temporalidade dos fatos é capaz de ficar torcendo para que venha logo o dia ontem vivido, Não dá amigo já foi vivido ontem e as folhas das árvores que teriam que cair ja secaram no chão, as águas do rio da vida que passaram agora estão já perto do mar. Não adianta ficar olhando para o céu procurando aquela nuvem avermelhada que tanto lhe encantou na madrugada ou a presença daquele pássaro lindo e atrevido que ficou pousado na sua janela durante toda a manhã de um certo dia. Voou!

Não seja insensato em chorar por um amor perdido que foi o de ontem, pare de querer que as folhas as mesmas que ontem caíram revivam a cor e o brilho, pare de procurar vestígios das águas do rio pois nenhum rio é o mesmo apesar das suas águas passarem pelo mesmo lugar e aquela nuvem avermelhada escafedeu-se , agora faz parte do infinito dos céus e o pássaro tão amigo agora encontrou em outras janelas um pousar mais confortável.

É assim um amor de ontem.

AMOR .

 





Frase usual, pouco criativa, engessada na mesmice de outras tantas vezes que ela já foi pronunciada, admitindo-se portanto, que as coisas entre os dois começaram comum demais para vir a ser diferenciada em amor romântico:
" Você é a mulher da minha vida"!
Frase pequena, menor, impulsiva e na maioria das vezes afinal artificial. Nenhum  amor começa colocando a vida subjugado ao amor. É uma simples questão filosófica de grandeza pois, a causa é a vida e nenhum amor pode ser como consequência maior do que ela. Aqui a epistemologia escravizada a fatores paradigmáticos que regem as relações interpessoais, não abençoa os exageros que se traduzem mais em falsos galanteios do que na essencialidade do sentimento. O amor deve ser tratado com a terra muito bem adubada neste jardins de sonhos que todos os pretendem plantar até que acabe. Outra fanfarronice é acreditar que só a a morte os separariam. Do ponto de vista dos outros, considerar alguém a mulher da sua vida é cometer um erro quase pornográfico e ofensivo as liberdades hoje, tão elevadas. É uma atitude que, se não fosse escondida entre emoções duvidosas quando ditas, certamente a maioria dos movimentos feministas o considerariam machista. Ainda não a consideram, ou será que sim? Além de machista tem um ar inevitável de autoritarismo encoberto em argumentação falaciosa como se quisesse estabelecer uma panaceia para todos os males vindouros e naturais no relacionamento a dois: Aquele que perde um dia a mulher da sua vida, perde a própria vida? Nestes dias moralmente pictóricos de hoje a resposta é não! Não tenho visto mulheres declararem que aquele é o homem da vida dela. Amam de menos? Lógico que não, apenas diferentemente dos homens (salvo interesses pecuniários , o que atualmente são bastante comuns) por parte dos corações femininos, tenho a certeza de que elas ainda continuam mais precavidas nestes arroubos emocionais. As mulheres são mais sábias e devem sempre investirem nelas mesmos, tipo:
Seja você mulher, isso sim, a mulher da sua vida!

EU TINHA UMA VELHINHA.

                                                                            



Eu tinha uma velhinha, arrumadinha, sem corcunda nem buço, não era lá esta coisa em termos de corpão, coxão, bocão e até os seus lábios viviam sempre ressecados e descascando então ela os umectava com manteiga salvadora de cacau, nas improváveis situações nas quais a minha boca não pudesse exercer a mesma função hidratante.
 Fumava feito um dragão raivoso para manter enevoada como uma cortina de disfarce, aquele temperamento de capeta chupando limão, mas era minha distração, peça de reposição do meu fascínio pela vida, meu momento de paz, enlevo e sempre empurrando meu descontentamento e monotonia insidiosa da vida para o lixo.
Eu tinha uma velhinha que se você olhasse iria concordar que dava para o gasto e apesar de não servir para um banquete de orgias o meu amor por ela era muito maior que a tamanho do céu que jamais conseguia vê-lo em toda a extensão, só sentia! Era um criançola assumido a seu lado e gostava de ficar fazendo gracinhas para arrancar um sorriso dela, proeza é bem verdade meio complicada, complicada igual às desavenças entre árabes e judeus, mas com muito esforço ela para me agradar dava aquele  riso meia-boca e me satisfazia.
Em público admitia apenas dar as mãos, nada de beijos na boca de língua ou sem língua muito menos aqueles atrevidos abraços que entortam tudo e asfixiam. Nada disso! Era tão discreta que nunca a vi chorando e não sentia dor, era um muro de concreto contra as mazelas que geralmente derrubam qualquer mortal. Nela, nem fazia cócegas!
Essa velhinha que eu tinha, gostava de vê-la bonita e mostrá-la para os outros, elogiava,enaltecia, a colocava nas nuvens do sucesso social e todos ficavam embasbacados e no final da conversa agradeciam por ela existir. Então, eu ficava muito mais feliz do que ela.
Eu tinha uma velhinha que um dia achou por bem pisar no foda-se expressão esta que nem fazia parte do seu vocabulário rotineiro e me assustei, mas pensei: “É minha velhinha está me ameaçando novamente, isso passa!”
Não estava e nem passou, minha velhinha estava cumprindo uma promessa!
Então, chamo atenção de todos vocês: Jamais deixem que percebam que você é feliz. Combinem com suas velhinhas ou suas mocinhas, ou simplesmente o amor de vocês que são apenas um casal comum, nada de mais a acrescentar, nada de menos a tirar, apenas dois e nada mais.
Eu nunca acreditei em inveja, nem em invejosos, mas, gente que roga praga para destruir a felicidade alheia, hoje em dia eu tenho certeza de que existe e em geral essas pessoas têm mau hálito, são vegetarianas, fazem mais pilates e alongamentos corporais diários do que sexo! Sozinhas, vivem elogiando a sua relação, dizem que amam você até morrer, são seus eternos amigos e amigas, mas por dentro se forem mulheres, alimentam no útero dos seus desesperos aquela cobra que quer cuspir veneno e se forem homens estão armados até os dentes de ódio, pelo amor que presenciam e não conseguem alcançar.
Eu tinha uma velhinha, a velhinha deste velhinho que ao me dar um sacode no traseiro me fez sentir um ser humano igual a outro qualquer e que tirou de mim a probabilidade de viver até aos cem anos.
Porém, vivi o suficiente para amá-la.

A SABEDORIA DAS MULTIDÕES.

                                                                             




Sempre que estive junto a você sempre tentei que  fôssemos um só. Pretensão absurda neste mundo de distensões, relaxamentos e frouxidão de objetivos, no qual, o nosso umbigo é sempre o mais bonito e importante. Porém, apesar de corpos separados, continuo a insistir em querer que sejamos um só em pensamentos. O fato de você - de forma planejada e estratégica - não querer mais me ver pessoalmente torna indigno, feio e desarrazoado tanta sutileza que havia nos nossos olhares. E convenhamos, mancha com borrões inúteis nossas pinturas em afrescos que deixamos em cada calçada que pisamos e muros pelos quais passamos. E foram incontáveis. Então, insistindo como sempre, vou tentar equacionar esta sua contradição.
Ao me ver imagine que no lugar do meu rosto esteja a solidariedade. Isto mesmo, pois, neste mundo no qual o egoísmo fala mais grosso e rende muito mais ainda, eu não estarei ali. Percebeu?
Ao estar comigo pessoalmente, você não vai sofrer se no meu sorriso identificar sinceridade. Que é isto? Você então se perguntaria! Não estaria ali novamente, não seria meu rosto, afinal quantas pessoas sinceras você conheceu durante a sua vida? Pouquíssimas, não é? Porque teria  que ser eu, uma delas? Continuaria muito pretensioso! Toma vergonha,cara!
E se por todos os diabos, todos os males, todos os fingimentos personificados em amigos e nesta legião de ingratos e traidores que se amontoam mundo a fora e aquele montanha de seres humanos inescrupulosos e interesseiros, vagabundos de todos os matizes que vendem a alma por trinta moedas e que nos circundam, você ainda identificasse nos meus olhos o amor?
Ria , deboche, infle o peito, arregace as mangas da sua sabedoria e intelectualidade para  então desprezar sumariamente aqueles sinais enigmáticos, estranhos, fora dos atuais contextos e somente dignos de pessoas insanas, malucos de primeiras águas traiçoeiras prontos para afundar e com sentimentos esdrúxulos fruto de uma mente doentia que acredita no amor!
Desculpe, mas neste caso eu estaria ali sim! E sinto informar que seria eu mesmo sem pejo nem pudor a demonstrar coisa tão antiga, desatualizada, ponto fora da curva, desestabilizado emocionalmente, ferido e encharcado pelos respingos saídos das bocas daquela multidão que logo nos cercaria gritando: Babaca!

E QUE SEJA SUAVE

 

                                                                     
 Quando vier a passagem, na qual e de volta passaremos a ser apenas o pó da terra e a matéria já não existirá  - hoje formatada em corpos complexos e administradas pela competência do Criador - inexistirá também a dor! Todas as dores. As das traições, aquelas outras das desconfianças, as das mentiras e ingratidões e outras tantas como a de nos sentirmos menores por não estarmos com uma bolsa de grife ou aquela gravata exibida pelos milionários nos eventos nos quais os vinhos tintos tem gosto de sangue!Quando vier a passagem seremos apenas luz projetada no infinito do espaço. Só em pensar que nos livraremos dessas injustiças sociais que, no Brasil caracteriza-se pelo absurdo de que apenas 300 (trezentas) pessoas privilegiadíssimas possuem tanto quanto o resto da população ou olhando para fora vemos um continente Africano considerado pelas grandes nações como o vaso sanitário da humanidade, torcemos o nariz e vamos aguentando por aqui esses solavancos existenciais. Nos livraremos das teorias hipócritas de gente acumuladora de riquezas que vive para subtrair do outro a comida que mataria a fome de toda a família necessitada e por essa maldade não demonstram nenhum pudor ou sentimento de vergonha . Sabem o quanto desqualificados são! Inconscientes plenos de que suas vidas abjetas apenas se alimentam das doentias obsessões de  acumularem nos bolsos as moedsa que, não irão lhes aliviar em nada na passagem o insuportável odor daquela carcaça do humano animal morto e agora em estado de putrefação. Mesmo que trancafiados em seus esquifes forjados em ouro puro, lá dentro estará um ser humano que escarrou na cara da decência humana. Não interpretem que é impossível haver nas bilionárias riquezas de pouquíssimos homens o mérito de terem conseguido pelo trabalho e ética profissional, porém se apostarem o contrario as chances de acertarmos será bem maior. Então vamos viver livres e sem obstinações de que vale-tudo para vencer na vida e acumular riqueza. O seu semelhante vale todas as riquezas do mundo, proteja e cresça com ele, não o anule nem passe por cima da sua cabeça. Cultivemos esse sonho. Livremente optemos pela ética de que todos possam crescer e coletivamente alcançar os direitos fundamentais que toda pessoa humana merece. E aqui destaco as palavras de Gaston Bachelard um filósofo e poeta francês ao afirmar: " Que outra liberdade psicológica temos nós, senão a liberdade de sonhar? Psicologicamente falando é no devaneio que somos livres".

Nesta virada de ano estarei publicando em todos os meus 6 (seis ) blogues esse texto, como forma de agradecimento a todos pela convivência e por me acompanharem sempre nesses meus devaneios que espero poder cultivar até o derradeiro momento de minha passagem.



REAJA,NÃO SE OMITA,LUTE POR UM 2024 MENOS VERGONHOSO E DESUMANO!

                                                                    


                                                                         

Cada um de nós deve ter a exata dimensão da nossa grandiosidade social e explícita consciência dos nossos deveres de cidadãos e não admitirmos a selvageria, barbárie e  desumanidade covarde que invade seja a rua onde moramos ou as nações do mundo em eternas guerras fratricidas. Nada consegue conter a luta maior da união do bem contra o mal, da verdade contra os destruidores da vida pois, somos o todo e essa meia dúzia de criaturas abjetas e sem caráter que pululam aqui e acolá, jamais terão a força moral mesmo que armados até os dentes, para impedir a nossa reação, a nossa não omissão para que a humanidade seja menos castigada e ferida como tem acontecido. A humanidade somos todos nós , a maioria e parcela majoritária nessa luta. Você não pode mais usar um celular na rua onde mora sem o risco de ser roubado. Nossas casas têm sido invadidas por hordas de drogados e desocupados que matam e estupram nossas filhas naquelas horrorosas cenas de terror. Saímos de casa e não sabemos se iremos voltar, pois o sagrado direito de um trajeto para o trabalho pode significar uma sentença de morte. Nossas ruas e nossos bairros estão assim. E no mundo como estamos? Estarrecidos esta é a realidade! Atos de terrorismos covardes contra civis inocentes tem como resposta a reação beligerante dos atingidos com a mesma resposta e nessa desumanidade de ambas as partes. Morrem principalmente as crianças. Não podemos normalizar nada disso que estamos vendo passar nas nossas caras, por os próximos poderemos ser um de nós. A sociedade do bem está se curvando perante os grupamentos da maldade e destruição e muitos dizem que isso não tem jeito e que sempre foi assim desde o principio dos tempos. Então, vamos eternizar a barbárie? A cultura humana que conquistou a Lua, criou os meios excepcionais de desenvolvimentos científicos e tecnológicos para o bem -estar da humanidade vai se curvar perante os destruidores de tudo que foi construído? Você não pode acreditar, sinceramente que viemos dos macacos e se assim agir estará merecendo toda a infelicidade de não aceitar Deus como criador de tudo e de todas as coisas. A fé em Deus tem que sair dos intramuros das igrejas, templos e das casas e invadir o território do inimigo, única forma de não permitir de que a fé sem obras, ações, reações e lutas é morta.

Chega!


SENTIMENTO DESTRUIDOR.

 


                                                  

Foram-se as esperanças,foram-se as fantasias, acabaram-se os sonhos...ficaram só as dívidas!
Dívidas de uma conta de juros impagáveis,ingratidão maior  de absoluta desnecessidade e afobações ansiosas movidas por um comportamento doentio, inquieto, indefinido, irreal,tumultuado,arrogante e inexplicável.
Se já e difícil entender as razões de um coração em mentes não assoladas por tsunamis de vingança e sede de desforras, imagine, neste!
Ser humano complicado,indecifrável,que não sabe pedir que, nunca foi formatado para dialogar e sempre com um pé atrás.
Vida safada de ser vivida!
Quantos dos nossos valores, hoje precisam ser revistos? 
Quantas das nossas ações diuturnas merecem serem revistas quanto aos seus temperos existenciais, o muito sal que carregam ou muito apimentadas para tornar a digestão da comida da vida diferente das porções fatais da morte?
Parece que o ser humano prefere apostar na infelicidade.
É isso! 
Os seres humanos sentem culpa dos prazeres , dos momentos de felicidade, das possibilidades de viverem integralmente sobre o mormaço tenro de um sol aconchegante.
Herbert Marcuse, no livro, Eros e Civilização tentou explicar isto, através de uma interpretação filosófica e psicanalítica.
Dizia que no clã original, primeiro grupo familiar que existiu,o pai primordial era dono dos prazeres da mãe e da natureza e aos filhos cabia, somente, trabalhar.
Um dia, este filhos se revoltaram e queriam, porque queriam também, os prazeres da mãe e da natureza e não só os trabalhos e sacrifícios e então, mataram o pai.
Livres do jugo explorador das suas vontades maiores, os filhos no entanto, sempre que experimentavam os prazeres da vida, pelo qual mataram o pai, sentiam um profundo desconforto psíquico e do corpo que,e não sabiam explicar. Era uma dor aguda!
A explicação?
Culpa!
Sentimentos de culpa permeiam a maioria das ações de todos nós e eles corroem nossas chances de felicidade integral.
Expiar nossas culpas pode ser uma boa reflexão para podermos melhorar nossas qualidades de vida e prazeres que elas nos oferece. 
Esta época do ano, a proximidade do Natal costuma ser boa conselheira.

MEU CHORO.

 

                                                              


Sem chorar não dá. E tem que ser aquele choro com soluços desavergonhados em praça publica ou no quarto, aqui ou acolá mas sempre deixando as lágrimas saírem  aos borbotões  que os solavancos da vida jamais devem represar. Só não devemos chorar profissionalmente isso é coisa de  carpideira cuja função é chorar para defunto alheio. Quando o peito aperta e a glote estrangula a respiração, deixe esparramar um rio de lágrima e verás o alivio imediato das tortuosas ações das angustias sufocantes que queimam em aflições incontidas lá dentro de nós. Diziam os antigos que um homem não chora. Parecia que o sofrimentos dos homens eram diferentes dos das mulheres. Coisa imbecil que determinava que meninos vestem azul e meninas cor de rosa. Só esqueciam, os antigos que todos nós nascemos nus! E chorar lava a alma. Quem disse que alma tem gênero? Diria a psicologia sabe-tudo sobre o choro: "É um reflexo psicogênico resultante da interação entre as áreas do sistema límbico do cérebro regulador das emoções conscientes e suas respostas fisiológicas". E que diria quem sofre da necessidade de derramar lágrimas para desatar os nós da embarcação emotiva amarrada pelas cordas agora fundeadas no desespero dos portos da tristeza? Sistema límbico do cérebro regulador é o cacete! E o amor que se foi ? E a velhice por vezes mutiladora? O desaparecimento do ente mais querido ou aquela porrada que a vida nos dá vinda por trás, sem vermos e só da tempo de sentir? Prefiro a teoria psicanalítica sobre o choro que seria a catarse -termo grego káthasrsis- que purifica o ser humano usualmente visto no teatro grego. O choro purifica. Separa isso daquilo e aquilo daquilo outro e o que sai é a expressão de um sofrimento que nos livra do sufocante momento dos desesperos e mazelas humanas. Mas ao chorar não o faça com ódio, sentimento de vingança, vontade de fazer a performance do coitadinho, nada disso. Chore por você, chore pelo outro que você ama, chore pela vida, mesmo que essa vida esteja dando os últimos sinais e soluços de cansaços e que já esteja acabando dentro de você. Afinal você não estará chorando pelo que está acabando e sim, pelo milagre daquele começo no qual deu-se o nome de seu nascimento e que um dia Deus assim o permitiu. Afinal, toda vida valeu ter sido vivida. Nunca duvidemos disso.


A ÚLTIMA CRÔNICA.

 

                                                                            



Um pássaro precisa voar. Ter asas fortes, flácidas e grandes. Deverá sempre seguir as correntes aéreas para chegar mais depressa a lugar nenhum, porém antes que morra. O céu deve ser azul. Fundamentalmente azul. E que nele existam estrelas. Bilhões delas. E precisam brilhar intensamente para enfeitá-lo ,estimulando os poetas e orientando os homens do mar. Um céu despido de estrelas é um imenso pano preto triste aberto sobre nossas cabeças. Uma estrela que não brilha é carvão perdido no espaço. Os rios devem ser obrigatoriamente caudalosos. Sim, não podem confundir-se com riachos ou córregos pobres e magros filetes de água. Coisa de nada. Rios devem águas decididas. Eles possuem a incontestável personalidade das coisas poderosas, a necessária vaidade por ser assim e repudiarem o desleixos humanos ao querer sujá-los. Devem possuir e, na dose certa, uma arrogância bem construída que os impeçam de se transformarem em valões de dejetos humanos. Rio não pode ser esgoto. As flores devem ser belas. O sinônimo de flor é a beleza .Não existe outra opção para elas. Além de belas, perfumadas. Além de belas e perfumadas coloridas. Isto é uma flor. Assim como os pássaros, o céu, os rios e as flores nós também devemos ter um mínimo de atributos e características inerentes aos chamados seres humanos. Um ser humano não é uma pedra, muito menos fumaça. É humano. Então nesse ponto começa o conflitante impasse de toda uma civilização. Como conciliar desejos e realidades? Amor e necessidades? Instinto e razão? Vontades e possibilidades? Enfim, como conciliar esse ser humano com seu meio ambiente, inóspito, áspero, angular, poroso e por vezes insalubre. Insalubre e irreal. Sobretudo irreal, Sim, sobretudo irreal para os desejos e paixões humanas e progresso seja a que custo possamos pagar. Eu sou objeto ou sujeito da minha própria existência? Ator principal de destaque na vida encenando a maravilhosa criação divina ou um desastrado contrarregra carregados de cadeiras e arrumador de jarrinhas nessa santa ceia profana das iniquidades? Quem sou eu afinal? Um lacaio das imoralidades absurdas, das vontades podres das falsidades sociais e por vezes prostituídas ou um ser humano não-contaminado, livre, digno, responsável perante a mim mesmo por atitudes assumidas pelos atos cometidos? Devo tecer minha própria vida com racionalidade ética da minha inteligência ou deixar construir-me por uma devastadora e complexa máquina desumana e destruidora  do que poderia ser um futuro honesto para todos? Quem devo ser afinal? Um burocrata suado de um escritório de trapaças e negociatas tendo que reprimir meus valores para apenas ter e acumular, mas oprimido no tempo pelo espaço e  paredes que nos cercam e nos imobilizam nas neuroses das tantas telas de um computador, celular e ficar batendo palmas para a inteligência artificial? Deverei ser um boneco que dependurado por cordinhas balança a cabeça, pernas e braços comandado pelo líder maior dos maiores o tal exímio executor de marionetes que, modernamente entre nós, nem é intitulado pela palavra em idioma pátrio e sim de Ceo?  Deverei ser um simples seguidor desta monótona  vida de tantas milhões de vidas iguais, uniformizadas nas frustrações e recalques do correr atrás ou dizer não a um público idiota e mudar-me para outras realidades menos pueris e mais criativas? Deverei ser um concordato pseudo mocinho civilizado , pseudo educado e extremamente cativante que diz amém as bisbilhotices de calhordas que cafetizam em nome de Deus e enriquecem e enchem seus bolsos de todas as ofertas daqueles ludibriados a quem a vida nunca lhes fez um digna oferta de vida? O que deve ser um pássaro, o céu, os rios e as flores nos só podemos desejar e contemplar mas, fazer-se um ser humano, modelar-se com virtudes normais e desejáveis para todos , só nos mesmos através das nossas escolhas e ninguém  mais. poderia ousar em fazê-lo. É por estas razões que sou eu, com carradas incontáveis de defeitos e raríssimas virtudes ou qualidades. É por esta razão que todos os meus defeitos foram forjados na procura reta e autentica da honestidade de propósitos e metas de viver. E se meus pontos positivos são vistos como muito piores, pior na verdade foi para aqueles que me tenham idealizado. E nesse momento, lembro de uma cena de uma novela na qual e numa reunião de família em meio às acaloradas mazelas hipócritas de sempre o personagem atrevido levanta-se da sua cadeira  e diz: 



NOSSOS CORPOS EM NÓS.

 


Saudade de um bolero! Nossos rostos colados e naquelas paradinhas daqueles dois-pra -lá e dois -prá- cá as entradas atrevidas de pernas. Saudade de um bolero, daqueles que podiam ser em três palavras ou talvez contigo aprendendo naquelas noites de rondas que você finalmente nos acostumou naquele eterno besame mucho.

Gostos à parte, mas não posso, nem irei aqui recalcar meus mais atrevidos pensamentos críticos e falar com a nostalgia explodindo no corpo e a testosterona evidenciando-se nas espinhas do rosto de que  aqueles que dançam funk certamente são assexuados.

E se faltarem os boleros aí estão os forrós de corpos grudados e gingados mais insinuantes a lembrar que dançar separados é um pecado mortal, coisa de animal de sangue frio, seres humanos não o são. Lá temos cara de peixes, répteis ou anfíbios?

Se ainda continuassem a faltar os boleros, um sensual samba rasgado de gafieira ou mesmo de salão já serviria para embolar as emoções e gritar mais alto nos ouvidos, não aquela barulheira indesejável do Mc fulano ou beltrano com sua parafernália de sons e luzes incomodando todo o bairro e ameaçando a saúde dos incautos, mas sim, o silêncio de um beijo depois daquele sussurrar nos ouvidos alheio frases úmidas e encharcadas de agudos sinais da libidos.

Saudade dos corpos colados!


DO CORPO E DA ALMA.

 

                                                                 


        

Devemos sempre debulhar, desbagoar e descascar o milho, o trigo do pão nosso de cada dia, lavar bem esfregado os resquícios das terras ainda incrustradas nas superfícies das leguminosas e tubérculos que acabamos de arrancar do abençoado solo fértil e assim, dando brilho às batatas, inhames e aipins que nos saciam e acabam com nossa fome orgânica.

Tratar do nosso corpo com respeito e remando sempre que possivel em águas pouco revoltas nestes mares e rios que se avizinham de nós a cada nova empreitada recheada, como aqueles bolos enormes de aniversários de debutantes, de desafios e desafetos outros e envoltos em densas nuvens cuja visão embaça e dificilmente nos permitem admirar a espetaculosidade de um arco-íris generoso a nos indicar o começo na terra  e final de tudo no céu. Viver com sabedoria e competência este mágico intervalo do nosso nascimento que não pedimos e da morte inevitável que não queremos.

Quanto ao corpo físico ,portanto as atitudes sempre são mais pragmáticas, objetivas e entre banhos diários com sabonetes desejáveis de fragrâncias das lavandas usuais vamos pelas ruas, esquinas , praças e estradas das nossas existências vaporizando odores que gratificam a nós e a sensibilidade olfativa dos outros.

E quanto a nossa alma, alguma mudança no modo de operar? Nenhuma mudança!

Escove sempre a superfície da sua alma exatamente, naqueles locais em que se encontram as marcas ferruginosas e acumuladas como verdadeiras crostas das impurezas que deixamos ali serem depositadas nos erros cometidos durante nossas vidas. Faça movimentos circulares e incessantes usando detergentes da melhor origem e qualidade como os do amor, solidariedade, respeito, fé e vontade. Sim, vontade de continuar vivendo sem deixar que sua alma seja enfraquecida, despedaçada e esfrangalhada pela corrosão inevitável de anos e anos os quais sobrevivemos.

Viver é debulhar o que se coloca para dentro do corpo e escovar com movimentos fortes a sujeirada aderente em nossas almas, jogando para fora.

Um cálice enfeita-se quando acomoda porções desejáveis do tinto vinho da vida. É belo! Nunca deixemos que se quebre.




NESSE NAMORO EU SÓ APRENDI !

 


Contigo aprendi

Que existem novas e melhores emoçõesContigo aprendiA conhecer um mundo novo de ilusões
AprendiQue a semana já tem mais de sete diasFazer maiores minhas poucas alegriasE a ser alegre, eu contigo aprendi
Contigo aprendiQue existe luz na noite mais escuraContigo aprendiQue em tudo existe um pouco de ternura
Aprendi que pode um beijo ser mais doce e mais profundoQue posso ir-me amanhã mesmo deste mundoAs coisas boas, eu contigo já viviE contigo aprendiQue eu nasci no dia em que te conheci
Contigo aprendiQue existe luz na noite mais escuraContigo aprendiQue em tudo existe um pouco de ternura
Aprendi que pode um beijo ser mais doce e mais profundoQue posso ir-me amanhã mesmo deste mundoAs coisas boas, eu contigo já viviE contigo aprendiQue eu nasci no dia em que te conheci.


O PODER QUE NOS FOI DADO.

 


                                                                     



Os seres humanos costumam atribuir as forças e os poderes que pairam nesse planeta, principalmente ao contemplarem as espetaculosidades de uma erupção vulcânica, os intrépidos e incontidos volumes inacreditáveis das pujantes águas do mar transformadas em maremotos ou quando ainda, extasiados sentem o calor que emana do sol a tantos milhões de quilômetros e dependurado no céu cósmico da nossa galáxia. Em geral os seres humanos preferem admirar o que está ao seu redor para terem certeza das forças incomensuráveis que nos cercam. Admiram-se ao ver uma semente que, na maioria das vezes foi trazida no bico frágil de uma ave e acidentalmente caídas ao solo erguer-se em majestosas árvores de muitos metros de altura nutridas pelo milagre da fertilidade da terra. A seiva da vida! Fomos ensinados a vermos fora de nós e ficarmos encantados com os poderes e as forças da natureza.Temos a falsa impressão de que a vida só tem a majestade e beleza nas imensas quedas d'água ou nos caudalosos rios e suas correntes imponentes que vão desaguar nos oceanos e cujas dimensões amplitudes e profundidade até hoje não conhecemos ou dominamos plenamente, Que diria da infinitude cósmica da qual nosso pequeno planeta ocupa apenas uma modestíssima micro parcela que lhe coube. Olhamos sempre para fora e reverenciamos os poderes e as forças nela contida.

Mas é dentro desse ser humano curioso e atento que residem os esplendores da máxima vitalidade e infinitude cômica das espetaculosidades de uma erupção vulcânica, quando decide lutar para manter-se vivo desafiando os temores e partindo para cima e com a vontade incontida de chegar aos seus objetivos e não ficar pela beira da estrada em posição de fraqueza e desânimo. É dentro dele que todas as sementes germinam e transformam-se em florestas densas e eternas em apoio às suas pretensões de sobrevivência. Circula dentro desse corpo humano perfeito os caudalosos rios do sangue rejuvenescedor a oxigenar todos os seus sistemas vitais. A ciência e as modernas técnicas ajudam a que este organismo mantenha-se vivo, ajuda de forma indiscutível, porém fica faltando o mais importante.

E o mais importante e a presença de Deus tenha ele o significado, forma e conteúdo que cada um de nós possa imaginar. Amor é Deus, luta é Deus, vontade indomável de vencer é Deus, não desistir é Deus, Identificarmos dentro de nós que somos maior que qualquer outra força e poder que tanto admiramos,  na natureza é a reverência e respeito  maior a Deus.

E se Deus ficar difícil de ser entendido em toda a plenitude dentro de nós, o único sinônimo Dele a ser recolocado é: Amor!

Seu corpo é um templo de amor.


RENASCER

 

                                                              


A Águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Vive cerca de 70 anos. Porém, para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos de idade, suas unhas estão compridas e flexíveis e já não conseguem mais agarrar as presas das quais se alimenta. O bico, alongado e pontiagudo se curva, suas asas tornam-se pesadas em função da grossura de suas penas, estão envelhecidas pelo tempo. Já se passaram 40 anos do dia em que a jovem águia lançou voo pela primeira vez. Hoje, para a experiente águia, voar já é bem difícil! Nessa situação a águia só tem duas alternativas: Deixar-se morrer…ou enfrentar um doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá se recolher em um ninho que esteja próximo a um paredão. Um local Seguro de outros predadores e de onde, para retornar, ela necessite dar um voo firme e pleno. Ao encontrar esse lugar, a águia começa a bater o seu bico contra a parede até conseguir arrancá-lo, enfrentando, corajosamente, a dor que essa atitude acarreta. Pacientemente, espera o nascer de um novo bico, com o qual irá arrancar as suas velhas unhas. Com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas. Após cinco meses, “Esta Renascida”, sai para o famoso voo de renovação, certa da vitória e de estar preparada para viver, então, por mais 30 anos. Muitas vezes, em nossas vidas, temos que parar e refletir por algum tempo, e dar início a um processo de renovação. Devemos nos desprender dos pré-conceitos, dos maus costumes, de tudo aquilo que não é mais útil ou importante, para continuarmos a voar. Um voo de vitória. Somente quando livres das barreiras e pesos do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. Destrua o bico do ressentimento, arranque as unhas do medo, retire as velhas penas de suas asas, permitindo o fluir de novos pensamentos. Alce um lindo voo para uma nova vida de sonhos e realizações.

Autor desconhecido.


FALSA CONSIDERAÇÃO.

 

                                                                       


Esse ser único dentre as espécies vivas sobre o planeta Terra e capaz de fazer cultura, transformando o meio ambiente para sua melhor adaptabilidade diferentemente do pássaro João de barro, abelhas , formigas lontras e tantos outros animais que, sempre construíram suas casas, tocas, esconderijos e viveiros desde que apareceram por aqui e até hoje jamais sendo capazes de criarem nada diferente. Lá se vão milênios!

Ser humano que domina e combina isso com aquilo  e aquilo com aquilo outro e transforma  terra em ferro e alumínio, usa a força das águas como forma de geração de energia e foi capaz de lançar o Sputnik ao redor da terra em 4 de outubro de 1957 e hoje 66 anos depois, conquistou a lua e agora planeja amanhã colonizar Marte!

Esse ser humano, formidável, completo pois, uma obra de Deus, usa todo o potencial da sua inteligência para o bem ou mal quando quer, brincando e desenvolvendo a tecnologia com a facilidade como  se estivesse descascando uma tangerina.

É inimitável e absolutamente imprevisível capaz de usar o sofrimento alheio para projetar os seus próprios e torná-los suportáveis, aliviar-se das suas dores nas dores alheias e sabe-se lá quando está sendo solidário ou trapaceando suas mazelas e as esquecendo nas dos outros. 

Só Freud explica!

Não sei se um dia já se queixaram de uma enxaqueca que de vez em quando os atormentavam e a pessoa para a qual você um dia comentou isso , diariamente lhe perguntava : Melhorou da enxaqueca? 

Pode sem susto responder: Nunca mais senti , mas pelo que percebo a sua parece estar sendo incurável.

Não podemos generalizar, mas quem está se preparando para ir a Marte também faz estranhas viagens colocando em outrem aquilo que não está conseguindo resolver em si.

                                                              


                                                           MÚSICA: FALSA CONSIDERAÇÃO

                                                            JORGE ARAGÃO




SURUBA DOS VALORES ÉTICOS E MORAIS DOS NOSSOS TEMPOS EM DOIS ATOS!

 



ATO I

Charles Chaplin, o filme,Tempos modernos,ano1936,personagem principal Carlitos e a trama: Um trabalhador comum dentro de uma sociedade cheia de inovações tecnológicas e suas imensas contradições que culmina com aquele operário se atrapalhando e "engolido" pela máquina, mostrando a desumanização do homem que virou simplesmente uma peça mecânica e tragada pelos novos modismos da produção em massa.

ATO II

Paulo do blogue "Falando sério", ano 2023,personagem principal eu mesmo e a trama: Brasileiro com 3 formações acadêmicas, professor universitário que vive cheio de dúvidas entre essas nuvens dos contemporâneos modismos sociais do politicamente correto entre  continuar honesto ou passar a roubar, jamais ter encostado a mão numa mulher para feri-la, por rígida formação familiar; Heterossexual por absoluta convicção e eventualmente, muito criticado por não aderir as novas ondas das múltiplas opções sexuais que se transformou em sopa de letrinhas, acabando sempre em + à espera do surgimento de outras denominações. Brasileiro que gosta de samba, respira e vive como carioca e tem no trabalho a única forma de sobreviver por nunca ter perseguido a paranoia de querer encontrar uma mulher milionária para comprar iates, mansões, carrões importados, fazer viagens através do mundo com a singela alcunha de cafetão. Outrora, somente aos homens  "espertos" era dado essa dominação mas, hodiernamente é a cafetina minoria de mulheres dita "escoladas" que substituiu a perversa denominação daquela que simplesmente dava o "golpe do baú"! O pior entre os piores modismos na sociedade atual é você ser chamado de "careta", conservador, ultrapassado por usar a bunda apenas para evacuar e o nariz para respirar e não fumar maconha, dar uma fungada na cocaína pois, tem a consciência que esses que fazem isso alimentam a mais cruel e criminosa atividade: A dos traficantes. A droga é o fim da picada é o prenuncio de ladeira abaixo existencial.

MORAL DA HISTÓRIA

Entre 1936 e 2023 continuamos a não compreender que, não nascemos por que pedimos e morremos sem querermos, restando então aproveitarmos o intervalo que é essa vida que Deus nos permitiu sem emporcalhar nossa caminhada como se tivéssemos nos acostumando a pisar - e sempre com justificativas muito intelectualizadas - nestes excrementos fétidos que servem de compostagens malditas  para alguns seres humanos doentios os quais, mais cedo ou mais tarde irão sentir o peso da mão dos justos a apontar-lhes na cara o dedo da reprovação.