O PERDÃO : OLHO NO OLHO.

                                                       

Quando devemos pedir que outrem nos releve este ou aquele momento de menor lucidez,em geral, emoldurado de um descontentamento perverso e imerecido,uma fúria de búfalo no cio sem eira nem beira que, nos leva a atitudes impensadas e que fere quem não merece?

Quando?

É comum, quando chega o momento,nos desculparmos, pagando com presentes,coisas materiais,flores, bombons,ida a um cinema , teatro ou passeios,um jantar no restaurante preferido no intuito de, amenizarmos atitudes insanas que por vezes tomamos e as queremos recompensar e , logo admitimos em seguida , como um erro das nossas condutas.

Tudo bem que esses regalos materiais, sejam muito bem vindos e tentem provar a terceiros que nossa atitude foi precipitada e funcionam como uma espécie de escambo,troca,pedido de deixa pra lá.

Exatamente aquelas trocas, as quais fazemos quando cometemos algo errado, mas, em compensação, ficamos tentando corrigir com espelhos, água de cheiro, brincos ,colares e outras bugigangas e quinquilharias, tal qual, os nossos colonizadores também, faziam para cativar nossos índios.

Na realidade o que queremos é o perdão!

Queremos sermos vistos como seres humanos,falíveis, irascíveis,por vezes injustos, na maioria das vezes egoístas e quase sempre, impulsivos e deixando que, a razão leve uma rasteira das nossas emoções incontroláveis de momento.

De flores a um caríssimo carro Ferrari Testarossa - e que seja vermelha - ou uma viagem encantada a Dubai, ou qualquer outra contrapartida de afeto, o que queremos, mesmo e certamente, é o perdão.

Ser perdoado lava nossas manchas pretas de arrependimento da alma, o escárnio provocado em nosso interior que sangra agora em estado de culpa e inconformado, querendo retribuir com o céu e a terra, para soterrar o mal entendido.

Ok, tudo isso pode funcionar como um meio de estabelecermos o inicio do diálogo para a retratação.

Porém, a dignidade do relacionamento só se efetivará e de forma definitiva, com o olho no olho, o quanto mais próximo possível, com os rostos sentindo o calor das respirações e bocas quase coladas uma na outra.

Então, espera-se a atitude daquele que antes vociferou, bradou e gritou um punhado de ingratidões, balbucie com lábios trêmulos saído de uma fornalha de arrependimentos e sentimentos os mais profundos e autênticos,  aquela mágica palavra que em geral remove qualquer montanha de constrangimento: Perdão!

Dessa forma,vocês perdoariam?

FABULA DA LIBERDADE E DO MEDO.

                         


Local: Infinito das contradições.
Personagens: Liberdade e o medo.


Medo-Tenho certeza que você me sufoca,domina,controla, cobra, exige,aprisiona,cerceia...
Liberdade-Não era para ser assim.
Medo-Pois é, nem sei explicar, mas me sinto do seu lado aprisionada, sem assunto, sem graça.
Liberdade - Você já nasceu assim?
Medo-Assim como?
Liberdade - Sem estar acostumada a conviver com a liberdade?
Medo - Eu sempre fui livre.
Liberdade-Não perguntei isso.
Medo-Então perguntou o quê?
Liberdade-Se estava acostumava a conviver com a liberdade.
Medo- Já respondi.
Liberdade- Não você disse que sempre foi livre
Medo-E qual é a diferença?
Liberdade- Muitas pessoas são livres para viverem presas.
Medo-Isto é jogo de palavras
Liberdade- Não isto é um jogo fatal que a vida as impõe
Medo-Livres para serem presas?
Liberdade – É!  Livres para serem presas.
Medo- Eu vou pra onde eu quero.
Liberdade - Isto não é liberdade, é movimento, pois, vai sempre para onde deve ir.
Medo- Eu faço o que eu quero.
Liberdade- Isso é trabalho.
Medo- Complicou.
Liberdade - Quem tem sempre que fazer alguma coisa, não é livre, sinônimo de liberdade é o de não fazer, também.
Medo- E por que você está me dizendo isto e desta forma?
Liberdade-Simplesmente, porque estou falando com o medo.


Moral da história: Liberdade é saber dialogar com o medo.

PARA OS DIAS E MODOS MODERNOS.



                                                
                                          
Tenho uma maldita - para os dias e modos modernos – percepção de fatos que por vezes  é tão insólita quanto a inevitável obrigação de termos que sacrificar um cavalo só porque  quebrou uma das pernas e sempre achei isso o emprego de uma força desproporcional e covarde.
Também me tornei inconveniente, por deslize de caráter inadaptado – para os dias e modos modernos – na defesa de princípios e minhas picuinhas de ideias e ideais remanescentes de um passado cujos valores eram menos elásticos e se insistíssemos em ignorá-los arrebentavam na nossa mão.
Época aquela que, pelas mesmas razões sempre ficava com um pé atrás daquela  conduta desmedida-para os dias e modos modernos- a hipótese da existência dos himens complacentes, julgando-as naqueles tempos, farofices  e  bufufas  biológicas, descabidas desculpas e pensava simplificando, num fato correlato do elástico que sempre arrebentava nas minhas mãos quando eu o esticava demais.
Minha geração nascida no momento em que os povos se divertiam jogando bombas uns nas cabeças dos outros, sempre foi muito crítica, me indignava quando o ser humano ainda se indignava verdadeiramente - para os dias e modos modernos- no qual a indignação é só retórica, pois, poucos põem a cara a tapa nas ruas, nas praças ...
E por esta formação aprendida nunca aceitei conviver com amores que pudessem ter substitutos nem estratégias de substituição de interesses outros descartáveis-para os dias e modos modernos- e assustava-me o fato de que a mentira dita a uma mulher ou vice-versa, não  fosse ato de desvarios absolutamente ultrajante e que merecia ser punido sim, com a forca.
Impregnado e empolgado pelos intrépidos discursos de Cicero e Catilina que formataram meus modos de diálogos exacerbados e acredito ultrapassados- para os dias e modos modernos- principalmente para esta época atual, na qual tudo se explica e se justifica através desta porcaria inventada e que deram o apelido de: Politicamente correto.
E eu lá quero ser correto. Interessa-me ser justo!
Gavião intrépido de outrora e de encantamentos outros para as mulheres daqueles tempos que, me cercavam e me acolhiam com relativa generosidade- para os dias e modos modernos- vejo agora como fomos todos para os mais abissais e indesejáveis buracos de um chamado processo evolutivo social no qual, e pasmem, às vezes nem o café se mistura mais com o leite e onde viceja o racismo, o egoísmo, este pior dos capitalismos e...tantos outros ismos.
Portanto, entre isto e aquilo, aquilo e aquilo outro me aborrece muito, aquilo que era antes o amor- para os dias e modos modernos – e naquilo que se tornou.
Não que eu queira exumar Romeu e Julieta, mas me chateia não termos aprendidos com Shakespeare   o mínimo dos seus ensinamentos e necessidades vitais que apontavam para a verdade de como lutarmos por um amor autentico.
Isto é imperdoável!
  


SORRISO DE MULHER.





Um sorriso de mulher incendeia qualquer canavial de amor que estejamos cultivando como safra única, e cuidadosamente, regada ,com carinhos e merecidas atenções sempre que o almejado, seja uma colheita generosa.

E com certeza de muitos caules que serão transformados no açúcar nosso de cada dia e, quem sabe, numa consistente rapadura de doce e eterna paixão.

O homem que resiste ao sorriso de mulher é um doente inveterado, sem alma e desnudado de sentimento, absolutamente nu de graça, jeito e sem nenhuma possibilidade de ir para o céu.

Vai curtir é no purgatório da sua pós vida um merecido sofrimento por não ter valorizado o sorriso de uma mulher.

Pois ele, pode ser o veneno e antídoto, morte e vida, luz ou treva, sorte e azar,mundo e o fim dele, depende de como é tratado .

Então, o que falta para que um homem respeite e adote o sorriso de uma mulher como seu talismã dos eternos encontros e extasiados momentos de celebrações únicas de gratidão?

É tão pouco e é tudo, se faz entre dois lábios e uma generosa aparição de dentes, acompanhado com um dobrar de pregas e o franzir de dezenas de músculos da face.

Está aí a definição fisiológica do beijo, mas isso é tão pouco!

A grande verdade é que, sempre se deve ao final de um sorriso da mulher, eleita no escrutínio universal e votação secreta das nossas opções afetivas, calar-lhe e tampar-lhe a boca com uma demorada resposta de agradecimento e a mais ardente possível, sempre com um beijo não-técnico.

Daqueles que ela possa ter a impressão de que, nunca antes tivera sido beijada assim, na sua vida!

AUSÊNCIA.

                                                                      
                                     

                                                                   
                                                         

Disse Jean de La Fontain : 

“ A ausência é a causa de todos os males”.

Então, ainda espreguiçando-me, depois de uma sonolenta noite de saudade antecipada de quem iria partir temporariamente, lembrei-me e  para criar defesas e minorar meu astral que já queria entrar em solavancos de tristezas, de uma outra citação a de Marcel Proust:

” Para quem ama, não seria   a ausência a mais certa , eficaz, indestrutível e fiel das presenças?"

Para quem ama!!!

É certo que o calor dos corpos, o olho no olho e com estes mesmos olhos podermos contemplar o sorriso da amada, isto sim, só a presença  consegue esculpir, tecer ,pintar ou delinear com cores vivas a realidade a que estamos acostumados.

Mas a ausência torna ainda mais superlativa e intensa as fantasias que agora correm como sangue quente em nossas veias agora transformadas em rios caudalosos de esperança à espera do retorno e isto então aplaca, sufoca e impede que aquela  fugaz revolta que o momento confuso produz comece a se dissipar.

Então se faça bonita amor, se faça bonita para todos, bonita para o mundo, distribua um pouco daquilo que sempre quis que fosse só meu,  divida-se  em moedas dadivosas de generosidade para outros olhos.


Na ausência nada posso retribuir a não a ser a lembrança dos nossos melhores sonhos, momentos e lembra-la a música, Raízes quando diz que: 

“ Nosso amor tem raízes profundas, quem olhar em seus olhos me vê”.

LIMITES.



Gosto de acordar. Sinal de que ainda não foi desta vez que passei desta para outra. Mas pensando bem, quando isto acontecer – esperem  vou bater três vezes aqui na mesa- lhes garanto que não será através da minha boca que saberão.
E estava de cara para o céu. Um céu azul tão lindo que me lembrou de tanta felicidade já vivida e sempre agradeço a Deus por isto. Felicidade na infância, nem rica nem pobre, mas digna junto a meus pais, nem severos, nem liberais, mas que impunham sempre limites. 
A educação “moderna “ encara a necessidade de delimitação dos espaços educacionais, como princípios , meios e fins desejáveis, não de minorias desgarradas mas, sim, do todo ao redor, como controle, caretismo e cerceamento da livre manifestação dos filhos.
Ledo engano!
E na pedagogia  moderna em alguns países e  muitas escolas tiveram esta proposta da teoria do liberdade sem medo, como a mais famosa na Inglaterra:  Summerhill , criada em 1921, pelo professor e escritor A. S. Neill  que se tornou mundialmente famosa no final dos anos sessenta, com a publicação de "Summerhill, A Liberdade sem Medo, Transformação na Teoria e na Prática", livro sobre a experiência revolucionária de uma escola-comunidade formada por crianças, jovens e adultos , que incluía diretor, professores e funcionários, e  ganhou o apelido irônico, naquele país, de "escola faça-como-quiser" ("do as you like school").
Ninguém era obrigado a fazer nada que não quisesse ou devesse!
Não deu certo, não impunha limites então, a liberdade escorregava para a libertinagem, a desobediência e a falta de referenciais de valores reais por todos praticados aqui fora e, quando os alunos, deixavam a escola, a convivência com a sociedade  os tornavam inadaptados às situações, então, absolutamente, distintas.
Vícios, aberrações sexuais, anomalias criminais, desrespeito às autoridades constituídas, contestação de que dois mais dois são quatro, sempre existiram, porém, atualmente, a ideologia do “politicamente correto”, tenta impedir que a maioria da sociedade, condene os desvios  e que estes possam  ser redirecionados, preservando  valores que visem ao bem estar-comum e não só individual.
Voltamos então a lembrar de que a escola de Summerhill,  foi um rotundo fracasso pedagógico e de propostas anárquicas de relacionamentos.
Então pergunto: Quais palavras desta frase ainda não entendemos ?


PEDINDO,TRÊS COISAS!!!







Não vou pedir demais, afinal você não merece ter tantas preocupações assim, a meu respeito.
Portanto, só lembre o essencial, aquilo que poderá fazer com os pés nas costas, sem muito esforço,sem precisar ocupar-se demasiadamente, afinal, repito, não tenho o direito de alugar sua vida.
Sei que poderá cumprir este mínimo que lhe peço, em nome de sua habitual generosidade , atenção e contumaz carinho.
Portanto só lhe peço que:

1- PENSE EM MIM 24 H POR DIA.



2-POR TODA A ETERNIDADE.



3-E SÓ AS COISAS BOAS QUE ACONTECERAM,ENTRE NÓS!



Viu? 
Tenho certeza que você poderá me atender,afinal todo o resto interessa somente ao passado e soterrado pelas nossas continuadas vontades de sermos muito melhores do que fomos.
O nome disso continua sendo: Amor!

JOGARAM NO VENTILADOR?




A impressão que dá é que cada um está indo para um lado diferente e, na realidade todos  para lugar nenhum!
Tá confuso!
Valores de ontem misturados com os atuais, num mesmo cadinho de uma sopa cultural em ebulição e o que tudo indica, ninguém disposto a abaixar o fogo.
A lógica parou de funcionar, as razões de cada um passam a ser as verdadeiras e salvadoras, o diálogo foi para debaixo dos tapetes dos conchavos destes com aqueles e daqueles com aqueles outros e sem ninguém entender muito bem o que quer.
Muita conversa, nenhuma solução.
Um intenso e infindável blá-blá,blá que não salva ninguém.
E por falar em salvar, lembro agora daquela historinha de um italiano  cuja notória verborragia e gesticulação incessante com as mãos e os braços hábito presentes em tudo que falava,certo dia quase afogou-se numa praia perto de sua casa e salvou-se exatamente, por este mania de gesticular desbragadamente o que serviu com remos vigorosos para ir à tona e para voltar a praia.
Diferentemente deste italiano,estamos afundando.
E o poço parece ser de profundidade intensa, pois, a cada tombo dentro dele, dezenas de outros se sucedem e a impressão que dá é que escolheram o ano de 2015 para exorcizar todos os malévolos hábitos desta nossa sociedade.
Isto é bom!
Mas aqui para nós, se tivesse começado no ano da graça de 1500, teria sido muito melhor!
Antes tarde do que nunca, mas o único problema é que o lixo foi acumulando tanto e agora parece que nem importando todas as caçambas coletoras do mundo, irá caber tanta e tão abundante falta de dignidade moral que impera nestas terras brasileiras.
Mas temos que ser otimistas, torcer para que a porca realmente torça o rabo para o bem de todos,que venha chuva de canivete e o mundo não termine em pizza , pois estamos empanturrados de tantas que nos empurraram goela a dentro.
Temos tudo para dar certo.
A natureza colaborou, a índole do povo em geral é extraordinária e os pássaros que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá.
Se esta turma que engana o povo através do voto tomar vergonha na cara,teremos amanhã uma nação da qual nossos netos e filhos, verdadeiramente, se honrarão.
E vergonha na cara, igual a que se exigia da mulher de César, o grande imperador romano,que não só tinha que ser honesta  mas, também, ter cara de honesta.
Como todo mundo está vendo a solução está na cara!

QUER SABER?



Se eu não puder ter você toda, não quero as partes. Falo da integralidade densa, abrangente, infinita, sem cercas, divisórias, como se um amor pudesse caber em montículos dispersos.
Não quero a parte disponível possível e que, esteja acessível pela porta rotineira que abrimos com as chaves, quero isto sim, poder ser eu mesmo a fechadura e ter todas as voltas e segredos para abrir você e visitar seu intimo, na mais rosa visão das suas entranhas.
Ver o seu rosa, menina!
Já não convivo bem só com isto ou aquilo, aquilo ou aquilo outro, afinal, ou a conquista é completa e consentida ou apenas ficamos dividindo o mínimo dos máximos que poderiam ser comuns entre nós, divididos e separados por bugigangas existenciais que não agregam valor ao amor, constantes e absolutas incógnitas que jamais podem ser achadas e resolvidas.
Então, acontece que, a equação do amor fica insepulta na realização, negação definitiva da verdade eterna de que o amor é tudo, negação atrevida que desconhece a beleza dos adágios com seus altos e baixos harmônicos e que no conjunto da obra levanta os sentimentos indormidos.
Quero ser o maestro,reger todos os instrumentos, fazer-lhes sonoros no todo, conhecendo bem todas as suas partes, potencialidades, vícios, virtudes e sofreguidões, os tons graves e agudos, todos os sustenidos e bemóis das necessidades que ficam sempre incompletas neste grande concerto para surdos.
Nós só sentimos o amor através do coração e coração é o mais puro sentimento, a razão da razão o resto é só incompletude de rotinas que somadas são sempre igual à coisa nenhuma, como foram as de ontem e como serão as de amanhã.
Meu tempo é agora!
Não vivo do passado apesar de saber que o passado convive em mim, mas quero abraçar e fruir sempre o esplendor dos segundos seguintes  que, transformam minutos em horas seguidas de dias cuja felicidade, devemos tecer como as competentes rendeiras de Bilro e suas extensas obras de vestir e depois despir.
Ansiedade é o meu nome!
Ansiedade de andar para não congelar, vendo na natureza tudo, sem esconder meu olhar para os pássaros que venham ou não para perto e principalmente, dos lagos em imensa plenitude de calma e absoluta horizontalidade tranquila e sossegada de personalidade estável e em paz.
O contraponto para todas as ansiedades e solavancos, o antidoto definitivo para tudo que exacerbe em nós, tenha controle.
E se não puder ter você toda, pode ficar com todas as suas partes, pois, aí sim, a parte que me caberá em vida serão apenas os indesejáveis sete palmos de terra, abaixo.
Isto tudo foi para dizer que detesto coroa de flores e suas indefectíveis faixas roxas com mensagens óbvias e as hipócritas lágrimas ao redor já esperando a partilha de uma esquálida herança antecipada.

NO DIA EM QUE ME FIZ SAUDADE.

                                                          




Andei sonhando com algumas improbabilidades e, quem o faz com muita convicção como aquelas que andam praticando e, pela essência fantasiosa deste próprio fato, cedo ou tarde verá seu berrante que todo peão que se preza usa para indicar o que vem pela frente, não emitirá mais nenhum som compreensível.
Torna-se inaudível o cântico do amor que dele é exigido mais do que o amor consegue, mas por outro lado, se não custa sonhar, não custa também saber aceitar quando nos impomos as suas inaceitáveis condições e quando dele ignoramos o tamanho e largura das cercas que balizam os seus limites, mas não adianta, pois, só voltamos à realidade, no dia que nos tornamos saudade.
Ninguém fica notando em vida que está respirando, só quando é decretada a morte daquele involucro que carregamos é que os outros irão identificar o arroxeado das nossas epidermes, o enrijecer da musculatura que agora póstuma não vale aquilo que comemos  e a nutrimos tanto para fazê-la funcionar.
Quando no dia que nos impomos sermos apenas saudade é que lembramos que felicidade se cria, se mata, se inventa, se desconstrói, faz-se das tripas o coração, e esmagamos o coração como tripa imprestável.
Respirar só enquanto se vive, amar só enquanto nos faz feliz a necessidade de peles em contato.
E o olhar para trás é ácido, de uma crueldade inimaginável, sonhos que se tornaram improváveis, apesar de toda convicção colocada no veludo verde da mesa de cartas de um autentico jogo de azar dos cassinos da vida que não tem lugar para vencedores.
Tem um momento que você vai perder tudo.
Um bom antidoto é não procurar culpados e desta conduta são mestres os mais otimistas que correm para as boticas de tradicionais farmacêuticos perguntando se a poção mágica da reconciliação ainda está à venda.
Porém, sábios mesmo são aqueles que conhecem a vacina para dar ao amor a sua verdadeira imunologia.
E neste caso não é a idade que se torna boa conselheira e sim, a motivação para acreditar que sempre e, com qualquer um a história irá sempre se repetir, irá se repetir sempre que ficamos com preciosismos comparativos deste com aquele outro amor e perdemos o preciosos tempo de viver.
E quando o nosso foco fica a espreita da presunção que irá acontecer de novo naquele relacionamento, vai mesmo, a mesma coisa e se for diferente, vamos jurar de pés juntos que foi igual, pois, nossa autoestima sempre estará acima de qualquer outra verdade.
Afinal, viver é o que importa.
E para viver e não tenhamos os dias borrados  por nossas inevitáveis sandices humanas, aprendamos a perdoar, mesmo que não tenhamos a transcendência espiritual de uma Madre Teresa de Calcutá.

PODERIAM TER NOS AVISADO.



Poderiam ter nos avisado que o companheirismo, amizade, solidariedade,honestidade no atendimento aos compromissos ,empatia em absorver e solucionar problemas que, apesar de não serem nossos e para eles não termos contribuído, sempre as pessoas do bem estão dando uma mãozinha,amenizando as penúrias,facilitando um pouco mais a vida dos "terceiros" que passaram para o "último" lugar da fila.
Poderiam ter nos avisado que o amor tem que ser bilateral e também, como identificar este amor que às vezes parece ser, mas, apenas, funciona como um caixa bancário recebedor, transgride o combinado e parte para a condenável caftinização da relação, dissimulada em afetos apenas para amealhar umas poucas e miseráveis trinta moedas, aquelas mesmas que levaram Cristo ao calvário.
Poderiam ter nos avisado que existem sempre dois tipos de seres humanos, aqueles que lesam e os que são lesados, assim ficaria mais fácil perdermos o pudor para aqueles que foram expulsos pelo mesmo Cristo ao perceber a comercialização suja das intenções deles e disse:
-"Não faças da casa de meu Pai um mercado" (Mt 21:12,13)
Poderiam ter nos avisado que inteligência, cultura e eruditismo podem trabalhar de forma brilhante naqueles, cujo o caráter sofre de indiscutível anomalias e subversão de valores e sequer usam as escarradeiras públicas para vomitarem suas esverdeadas biles contaminadas pela infeção hepática de suas morais depravadas,no entanto, sempre muito bem justificados por cientificismo inventados de autores ébrios esquizofrênicos, torpes e sem noção.
Poderiam ter nos avisados que não são só os episódios imorais de uma criança  morta nos braços do pai imigrante saindo do mar que, só queria sobreviver com a família, pois, adultos fazem com outros adultos o mesmo escarnio e, dos terceiros andares de condomínios de luxo, ao verem as cenas do primeiro fato choram...lágrimas de culpa por saberem que o maldito dinheiro roubado que lhes proporcionam aquele "conforto" foi subtraído da boca de outras crianças, as quais mataram igualmente.
E a morte, não é só física!
Poderiam ter nos avisado que alguns filosofismos canalhas que só servem para dissimular a maldade humana intrínseca do tipo, "só amor , não é tudo"serve apenas de pano de fundo, é a porta de entrada para todas as outras devassidões e a todas estas justificam, com máximas populares, minimas tipo: "só a moral , não é tudo", "só a ética , não é tudo","só tudo, não é tudo".
Mas, no frigir dos ovos como diriam nossos avós e finalmente, perdedores,enlameados pelos iminentes e inevitáveis protestos bancários que irão penhorar suas mentiras de uma vida vivida torta,suas ingratidões de efeito pictóricos, a absoluta falta  de respeito pelas mãos amigas estendidas pela vida afora, sofregas, desesperadas, sós e famílias destroçadas correm ao templo da mãe de Deus, no qual nunca acreditaram.
E aqui a citação em bom português,sem pernosticismos, bem brasileiro verde-amarelo que, não foge da raia e de um negro cantor brasileiro, sem anglicismos ,sucesso em outras épocas da musica popular brasileira que numa das suas canções diz:
"Acender as velas, já é profissão" *

* Acender a velas do cantor e compositor Zé Keti.   



VIRA...VIROU!!!




                                                                       
Refez-se a poesia antes apagada por engano de corações apressados e os pássaros voltaram a ter asas para voar muito mais longe do que o habitual.
Árvores antes acanhadas e desfolhando, mesmo sem ser ainda o outono das suas vidas,passaram novamente a inspirar poesias que, com tantas estrofes, rimas e métricas corretas, renovaram-lhe o viço,estenderam seus galhos mais para os lados e para cima, acolhendo aqueles mesmos pássaros ausentes e que. de repente procriavam tantos outros eternizando assim a beleza.
Beleza que é fundamental sem que possamos dizer que é assim ou de outra forma,pois a verdadeira beleza só os nossos olhos distinguem e a elege com a verdadeira.
Poetas, arvores e pássaros controlam a estética mais bonita da vida.
E os lagos com seus espelhos d´água extensos refletem o céu e, quando o refletem, enriquecem a vida que une os dois extremos  numa única dimensão das expectativas.
Orgasmos indefinidos.
Poesias,árvores,pássaros,lagos e o céu reconstroem então, os trilhos abandonados de vidas que passam a ter por onde passar rumo até onde quiserem.
O renascer que permanentemente deve habitar nossas motivações agradece mais uma chance e vira...virou!
Deixe então invadir-se pela felicidade que andava viajando meio sem rumo e inunde seu rosto de plenos e largos sorrisos que, sempre determinam a vitória sobre o choro,tristeza...afinal ninguém merece.
Faça alongamentos nesta sua musculatura existencial e expulse as indesejáveis câimbras sempre muito dolorosas e amarguradas que ficaram para trás.
Ouça uma palavra de mulher e você vai voltar,haja o que houver você vai voltar se acreditar na diferença que poucas vinte e quatro horas de um dia podem fazer em nossas vidas.
Transformado,passe então suas férias no Hotel Califórnia ,pois, naquela estrada antes escura e deserta, um vento fresco em meu cabelo ira bater e logo na frente um lugar e um rosto encantador você irá encontrar.
Lembre-se então de que, os nomes somos nós que damos a todas as coisas,seja do hotel, da mulher ou de qualquer dia no qual tenhamos renascidos.
Vira...virou!

GAGO DE PROVETA.




Quantas luzes apagam-se à nossa frente, e crateras de adversidades rompem no solo das nossas existências acompanhadas por chuvas intempestivas de granizo que despencam ferindo a cabeça,os corpos e membros desprotegidos de incautos e eternos reprimidos.
Estes estão sempre às portas e na iminência de óbices de felicidade, desautorizados que estão de pensar, proibidos que são de ser.
Isto acontece com as vontades acorrentadas ao silencio imposto pelos outros,os outros em nós.
Entre as mais desprezíveis e intragáveis das maldições humanas comumente encontradas, a repressão é aquela que, mais estragos deixa nas paisagens das nossas impossibilidades de podermos superar infortúnios e enfrentar o amanhã. 
Afinal,descaracterizados, passamos a ser o outro  e somente o outro que, em nós, passa a deter  os significado das ideias e dos ideais possíveis de serem significantes e aceitos,só por eles.
E nós, seguimos anulados!
Quem reprime não autoriza que precisemos ter voz , nem vez. 
Opções só existirão àquelas que, no cardápio oferecido, já vem determinado, desde o ponto de saída, até os caminhos a serem percorridos com objetivos bem definidos, previamente urdidos na surdina do cavalgar autoritário planejado pelos senhores de todas as vontades.
É com se a mãe proibisse a criança de se expressar impondo o tacape controlador de tudo e de todas as coisas.
Nenhuma chance do rebento dizer nada se não quiser se arrebentar ao pretender formar sentido para as suas próprias razões certas ou erradas , sem o cabresto da intromissão e repressão constantes daqueles "cala a boca","fica quieto aí" ou o clássico : "Já para o quarto!".
E este indefeso que nasceu integro,saudável com todo o seu corpo e a mente aptos para qualquer desempenho, começa com o passar do tempo a ter dificuldades de pronunciar até mesmo as palavras , formar frases,pois fica sempre esperando a possível ameaça da mordaça castradora. 
Desenvolver seu  mundo em sua concretude interior,fica distante admitindo apenas ser a imagem dos outros, somente os outros dentro dele.
E de tanto de se ver impedido de expressar as suas intenções e liberdades através da fala,gestuais e possibilidade de exercer o contraditório,anula-se.
Repressão é a mais intolerável das maldições humanas!
E de repente nasce o gago que, antes parido integro e são, agora,no entanto,vê-se deseducado por mãos cerceadoras das suas livres necessidades de ser e que, asfixiado , um dia vai procurar na idade adulta, todos os especialistas e, de  nenhum ,obtém diagnóstico definitivo para a sua constrangedora gagueira.
Afinal,qual deles estaria pedagogicamente preparado para descobrir que, aquele ser humano nascido de  útero quente,acolhedor , generoso e libertário que tinha gerado um ser normal, agora, perdera o controle sobre aquela mãe daqueles novos tempos bicudos do não- absoluto.
E esta repressão desmedida e macabra  transformou aqueles embriões, antes em suspensão na bolsa salvadora do conteúdo aminótico acolhedor, em células desordenadas e aprisionadas numa proveta indesejável de uma educação retorcida em meio àquela fumaçeira de hidrogênio liquido que, congelou a fala de quem antes berrou alto ao nascer.

DE AVE MARIA À FRANCISCO DE ASSIS.





Ave amor, devolva-me a graça e se não estou contigo sinto-me um fruto imprestável entre pessoas sem rosto em pomar desconhecido,pois, só no seu ventre, aninhado nele,abraçado nele,sentindo dele o calor essencial e mesmo não sendo você Maria e  muito menos santa,torça, rogue,me levante,empurre-me para frente ,use sua sabedoria de mulher e me acalanta.
Quero meu céu aqui na terra,meu paraíso a seu lado,do resto neste momento declino.
Senhora das minhas vontades fazei de nós instrumento de nossas pazes e sempre que o ódio estiver presente,traga-nos o amor e quando as ofensas criarem asas e estiverem sendo intoleráveis,aponta-me o perdão.
Passa um fora nesta discórdia,pois, seu nome é união e desta forma sempre a vi.
Em meus momentos de duvidas e, não são poucos,confundindo isso com aquilo e aquilo com aquilo outro,planta a fé no meu pomar,revira e reforma de forma necessária a seiva que seca no meu interior.
Apague meus erros,acenda minhas verdades e se me desesperar você saberá onde confortar-me com seus cadinhos repletos de esperanças.
Se a tristeza me der a mão, quem se não você poderá trazer-me a alegria e iluminar de luz minhas trevas circunstanciais?
E quem além de você poderá me ensinar a consolar mais do que ser consolado e fazer-me entender que compreender é muito mais importante do que ser compreendido e que, ser muito amado só tem valor se pudermos aspergir este amor para o nosso entorno?
Portanto,vou lhe dar para receber,perdoar para continuar a ser perdoado e quando morrer, levar para minha vida eterna a certeza de que se não a tivesse amado,só teria passado por aqui, sem propósito, sem vida, sentimento e nenhuma emoção. 

OS VÁRIOS TONS.


                                                          
Amores, isto mesmo!
 Pense sempre no plural. Não seja  econômico nesta abundância de oportunidades que a vida afetiva nós dá, como se fossem, exatamente, uvas em cachos generosos.
Se você desiste, fica ensimesmado e exatamente como as tartarugas enfiam a cabeça para dentro do próprio casco, demonstrará que,  nunca esteve preparado para as grandes vitorias, pois, afinal ,quem não sabe superar as grandes derrotas, nunca conhecerá e de frente o outro lado.
Sabe o que é o cinza? É exatamente o resultado da mistura de cores antagônicas do preto e do branco.
Na vida a cor preta às vezes predomina, noutras a branca, são momentos de preparo da cor que você precisa: o cinza.
Então saiba misturá-las!
Mente quem diz que existem cinquenta tons de cinzas.
O cinza é um só, o preto é um só, o branco é um só, apesar das muitas variações de todas estas cores, são uma só, o amor é que podem ser múltiplos, podem ser vários, cada um na sua vez e ainda há quem diga possam existir também, juntos com outros.
Será que podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo?
Falo do amor romântico, entre casais, esquece os outros tipos. Não complica ainda mais.
Ouvi dizer que sim. Ouvi dizer que não.
Seriam estes os vários tons de cinza esta carrada de amores juntos e misturados?
Sei não, acho que se você confunde sexo com amor, não fará bem nenhum dos dois.
Diziam antigamente que os homens partiam do sexo para o amor e que, as mulheres do amor para o sexo.
Faz tempo, mil novecentos e antigamente, creio eu.
Continuo em dúvidas e ainda bem, pois, nesta área da afetividade humana quero ser sempre um aprendiz, esperando por você que me ensine definitivamente a amar seja do jeito que você souber, seja da forma que tiver que ser, seja da forma como uma professora deva ensinar a um aluno sempre desejoso de novos conhecimentos.
Enquanto houver o desejo.

SOMOS BEM MAIORES.



Voltei do inferno ou ali da esquina , nem me lembro mais.
O que importa? 
Importa é que voltei!
A roupa meio chamuscada, a alma enrugada de tanto esperar no gélido clima das angustias e ansiedades que assaltam, vez por outras, a nós os seres humanos, além de uma sensação de que, o tempo tinha parado e os pneus da vida murchados, numa estranha sensação de que nada mais andaria.
Mas andou!
Tenho a certeza agora de que o ser humano é muito maior do que qualquer entrave situacional, das pedras que colocam em nossos caminhos e ficando imune a retirada dos tijolos que surrupiam das nossas construções e das vigas dos nossos edifícios existenciais que tentam implodir e derrubar.
Somos bem maiores.
Sai azar,pé de pato, mangalô três vezes!
Envergo mais não quebro,balanço nos ventos dos infortúnios e sempre encosto quase no chão com a cara ficando muito perto da lama do solo da agonia, mas levanto e, um cara chamado Jesus me abraça.
Somos o rio e o mar, o céu e a terra,somos erros e virtudes, alegrias e tristezas, bençãos e maledicências,tudo ou nada, aquilo ou aquilo outro,somos humanos.
Quem se deixa abater, sacrificar pela espada afiada dos piores momentos,perde a grandeza de ser maior do que os pequeninos e não dignifica a certeza de que podemos ser pessoas simples, mas capazes de atitudes extravagantes de superação.
Se vocês não acreditam nisto eu lamento!
No entorno das vidas de todos nós,precisamos saber, circulam perigos constantes e iminentes,muitas cascas de bananas da inveja dissimuladas e jogadas por pseudo mãos amigas e cuidado, pois, os tombos podem ser inevitáveis, caso não tenha aprendido a ser malabarista na vida.
Somos bem maiores.
Acredite em você sob qualquer hipótese,ouça a voz aguda da sua consciência que, entre sustenidos e bemóis estará orquestrando todas as letras musicais necessárias para que a composição melódica do seu ressurgimento se faça.
Se faça fênix!