TODAS AS MULHERES DO MUNDO.




É título de um filme brasileiro que em décadas anteriores andou iluminando as telas dos cinemas, época ainda que cinema ficava nas praças, nas ruas e não,confinados em Shopping Center.

Em algumas praças do Rio de Janeiro, como a Sãens Peña no bairro da Tijuca, possuía nove salas de projeção.

Hoje, não tem mais nenhuma!

Se os cinemas refugiaram-se na modernidade , as lembranças de filmes como este ainda continuam soltas na memória de todos aqueles que viveram num mundo ao ar livre,caminhavam tranqüilos pelas ruas e namoravam nos portões das casas.

Todas as mulheres do mundo, um filme de Domingos de Oliveira,1967, com o ator Paulo José e Leila Diniz, conta a história de um homem predador que levava para a cama todas elas que, lhes acenasse com as incomuns permissões difíceis naqueles tempos de escassez , na qual sexo era muito falado, comentado,sempre desejado, porém restrito por selos de segurança que hoje, tem validade vencida.

No entanto, e apesar do filme parecer mais um do gênero , ele é muito especial e propaga uma mensagem que , em geral os homens tentam ignorar em função da teoria da suas ancestralidades antropológicas que os coloca como procriadores necessários e responsáveis pela manutenção da vida sobre a terra.

Na realidade o personagem que, sexualmente liberava com todas as mulheres e indistintamente,suas potencialidades de macho, em determinado momento é surpreendido pela mágica certeza de que na verdade, não eram todas as mulheres do mundo que ele tinha necessidade e sim, de uma,uma que verdadeiramente não o fizesse pensar em mais nenhuma.

É só isso.

Ou melhor, é tudo isso que o filme trata.

ESSA TAL DA FELICIDADE!





Viver aos solavancos afetivos, não diz bem quanto ao necessário respeito que devemos ter pela nossa felicidade!


Continuar a mesmice de uma vida insossa é só olhando pelo retrovisor das nossas mágoas ou desencontros, é ferir de ferro pontiagudo e mortal a essência de vidas que, podem celebrar a virada de mesa com o espocar de um foguetório que festeje uma nova vida de luz à frente e tão colorida, como um arco-íris dos sonhos que tanto acalentamos.


Esta sim,será uma tarefa nobre e imprescindível que honrará os compromissos de um viver mais intenso.


Afastar as hipóteses das improbabilidades ou incompatibilidades de ações ou reações adversas, é também, o que se espera de seres humanos colocados como top de linha das espécies vivas.


Tem que haver coerência, entre a monumentalidade deste ser com suas virtudes mais evidentes, e o aprender a jejuar e abrir mão de aborrecimentos em função da prazerosa tarefa de comer e refestelar-se,isto sim, numa abundante e suculenta feijoada de felicidade!


Em certos momentos não podemos aceitar o gosto sem nenhum sabor de um prato exageradamente macrobiótico ou vegetariano sem graça nenhuma, quando o nosso apetite por carne é predominante e com ele até acordamos sobressaltados à noite, sem podermos depois sequer, reconciliarmos mais o sono, pela ausência indesejável de um corpo quente e aconchegante o lado!


Sem mistérios nem enigmas, só é possível viver a integralidade de um amor que para nós, caiu do céu, e bem no nosso colo,quando não somos ingratos com este acaso e maravilhoso presente que, veio iluminar o que antes era só escuridão,tédio e frio indesejável.


Custa abrir os braços para um novo horizonte?

SOMENTE VINTE E QUATRO HORAS.



Sempre devemos nos dar a chance de vivermos as próximas vinte e quatro horas.
O que ontem era um céu de filme de terror e ameaçando despencar dele tormentas de dúvidas, incertezas e incompreensões ,de repente começa a livrar-se daquelas nuvens densas,escuras e pesadas e pasmem,até um arco-iris viola aquelas feias imagens,riscando-as de ponta a ponta,com cores exuberantes e reflexos indescritíveis.

Ontem morreríamos por qualquer coisa, até pelos mais banais dos motivos iguais àqueles poucos cinco minutos eternos e insuportáveis de atrasos de quem não chegava nunca ou, jurávamos que não resitiríamos a idéia de saber que o cachorro fiel escudeiro,amigão sem tréguas, iria ser castrado.

É assim mesmo, pois quando o céu das nossas vidas está de cara amarrada, qualquer cinco minutinhos de atraso nos fazem declarar guerra a todos os deuses do Olimpo e desafiar Zeus, o manda -chuva daquele pedaço celestial e metidinho a síndico prepotente de condomínio e para completar nossas deseperadas agressões, até espalhamos por ai que, Afrodite sempre foi uma tremenda baranga,um engôdo de falsa beleza disfarçada e formatada, isto sim, pelo Photoshop de uma história, muito mal contada!

E a castração do nosso amigo cão inseparável a transformanos na nossa e até imaginamos a dor que sofreremos e, ainda bem que acordamos sobressaltados.

Então, vemos que já é outro dia, o dia seguinte e que um pequeno, frágil,lindo e alegre canário belga se esgolea em cantos dobrados,saltitando entre os puleiros e cheio de vida , energia e encantamento,como se quisesse nos passar um recado contrangedor.

De que, ele mesmo preso numa gaiola, encontra sempre muito mais espaços de esperanças e alegrias no seu viver e cantar,do que a maioria costuma ter quando imagina que as passageiras dificuldades da vida continuarão a ser, somente, e todas elas, iguais àquelas vinte e quatro horas que não estão dando certo,mas que, certamente, irão passar.

Então,cante!

VISTA-SE PARA SE DESPIR!



Não devia ter lhe dado aquele vestido.
Verdade, não devia. Era lindo charmoso e irresistível!
Era com decote tomara que caia,meu modelo preferido pois acho que sempre existe a possibilidade dele cair mesmo.
Isso é pura imaginação, mais é minha e portanto...
Seu olhar de encantamento foi tão explícito e a alegria que invadiu você por todos os lados parecia que a vida se resumia naquele vestido que lhe dei.
Agradecia com uma insistência comovente .
Você levou algum tempo para vesti-lo e o fazia com tanto cuidado que parecia que eu lhe havia dado uma capa celestial,recortada de um céu com milhões de astros e estrelas cadentes, as quais colocadas naquele negro tecido,reluziam.
Mas só mesmo na sua imaginação.
E nunca você ajeitou tanto os detalhes de uma roupa no seu corpo, como o fez naquela ocasião.
Puxava daqui, acertava ali,procurava o melhor ponto no corpo para apoiar o resto.
Demorou muito,olhando-se de frente , de lado , de cima a baixo, e afirmava que estava bonito.
Não parava de dizer isso:
-Nossa, é muito bonito!
E finalmente,quando acabou ,disse que estava integralmente coberta, naquilo que chamou de seu manto de luz.
Então,apaguei a luz dele ao despir você.
Desculpe, o que fiz com você, naqueles tempos idos e saudosos,pois você vestiu-se para egoisticamente eu ,despi-la.
Não foi justo!
Acho que você já encontrou vestidos, muito mais caros e bonitos, e dados por outros homens menos ansiosos e talvez contidos.
Mas creia que ,você nua ficava muitíssimo mais bem vestida e imbatível.
Era aquela coisa de pele.
Que pele!
O seu vestido natural que, espero ninguém o tenha amarrotado.
Quer que eu minta?

SEM VOLTA.



Renascia sempre da podridão humana.Do lodo fétido das tramóias e incompreensões da vida com aquele odor típico de coisa tramada, ensaiada e finalmente, representada para os incautos espectadores daqueles pecaminosos fins.

Renascia sempre das imensas desilusões,desenganos e decepções sórdidas, provocadas pelas constatações que a teoria na prática era tão obscena como um ato incestuoso que, provoca prazer aqui e culpa, muito além da eternidade.

Mas sempre renascia ao devasso despudor da ingratidão, arma singela de bocas banguelas que só chupam o sangue vital das carótidas inocentes.

Continuava a renascer,predestinado a sofrer um pouco mais e até quando? E resmungava com a seriedade tentando enxotá-la, e vivia seu íntimo de atribulações como única forma de sentir-se vivo, em meio ao marasmo hipócrita das vinte e quatro horas protocolares de dias insossos.

Sempre renascendo, esqueceu de viver. Isso, não e só possível renascer, nascer de novo, escapar do ódio ou da inveja, da maldade e da ingratidão era muito mais necessário , viver cada momento, mas perdia-se querendo...só renascer .

E tentou, finalmente apenas viver.

Viver a vida melhor, a fatia doce e saborosa dos melhores dias, o chantili delicioso do quindim existencial cremoso,as frutas mais doces,o morango silvestre,uma esperança de voltar lá atrás e encontrar o menino que tinha espinhas.

Aquele jovem safado, filho único da heterossexualidade assumida que já naquele tempo escasseava,amante das coxas,dos lábios carnudos,das sacanagens não planejadas e prazeres avulsos aqui e ali.

Viver as bebedeiras benditas , a ideologia sagrada e tão infantil de reformador do mundo,respeitar para ser respeitado,não ferir para esquivar-se de ver o sangue irmão escorrer.

Viver, agora o impossível de tudo que já estava tão longe,coberto nas nuvens densas do passado invejado, e neste presente o que restava?

Era a triste realidade de que já não era mais possível viver,esgotado de tudo e impaciente com a vida que a cada novo e irrefreável minuto lhe arrastava mais e mais para debaixo dos sombrios sete palmos de terra .

E não podendo viver e sem razões para isso, só então compreendia que o sentido real daquele renascer sôfrego anterior, era a cortina que o escondia daquela janela que o colocava escancaradamente e de forma inevitável, frente a frente com a morte.

ESSA TAL DA EMOÇÃO!


No mundo efêmero dos sentimentos,no qual tantos chegam e muito mais depressa do que o desejado, dizem adeus às nossas ilusões, parece que a emoção finca pé e tende a tornar-se a campeã de audiências das nossas vidas.

Alegria ,tristeza, comoção,raiva a lista é intensa e extensa, e por isso temos dificuldade em classificá-las, mas as sentimos em maior e menor grau, diuturnamente.

Sou irmão siamês da alegria.

Devoto cristão e comprometido com o riso,sorriso,gargalhadas ,o tão decantado bom humor!

Descobriram até que alegria prolonga a vida .

Então, tenho certeza de que, procuro ser alegre por esta razão.

E a alegria precisa sempre de um rosto para lhe dar alma,tornar-se “made in” alguém, sim,alguém que nos faça rir e quando ri com a gente o mundo nem tem mais nada significativo,encerra-se ali mesmo e acaba por um momento na mais breve e linda forma de sentirmos entusiasmo por viver.

E no rosto, o que dá sentido àquela alegria, são os olhos , a expressão maior que garante uma felicidade eterna em contemplá-los.

Os olhos de um rosto alegre.

A vida.

O rosto.

Essas são as emoções que fincam pé na nossa lembrança.

E por esta razão mantenho meus olhos bem abertos nos seus olhos, como a melhor forma de ver muito além da vida e, no seu rosto , a eternidade da minha alegria.

A SEGUNDA QUEDA DA BASTILHA.



Em Paris, no dia 14 de julho de 1789, o povo invade e decreta a queda da Bastilha que era uma fortaleza na qual o regime monárquico e absolutista , amontoava em seu interior entre condenados comuns por deliquências sociais variadas, também muitos outros cidadãos franceses de classes desfavorecidas e inconformados militantes do povo, contra aquela degradação econômica da nação e na qual faltava o pão.

É , pão!

Enquanto a família real e seus agregados políticos se empanturravam em banquetes , festins e bacanais intermináveis, o povo morria à míngua e a nação francesa era uma balburdia ética, moral , econômica e política, incompreensíveis.

Foi a tomada da Bastilha o fato pioneiro que viria desaguar na revolução francesa e seus ideais libertários de liberdade, igualdade e fraternidade,princípios pétreos que consolidaram em todo o mundo a Declaração dos direitos humanos e do cidadão.

Estes ideais nunca foram plenamente atingidos a nível mundial porém ,sinalizam sempre um objetivo nobre e que, todas as nações curvam-se por aceitá-los, umas mais do que outras,dependendo da sensibilidade humanística e ideológica de seus governantes.

Hoje, em pleno século XXI, veio novamente da França que, integrada a uma Europa em sôfregas condições econômicas e mergulhada numa mixórdia de contestações sociais intermináveis, a segunda queda da Bastilha com a eleição do socialista François Hollande.

Isto porque, este socialista recusou-se durante toda a sua campanha eleitoral a colocar novamente, nos ombros do povo, as excessivas medidas restritivas de vida, e que mutilariam e sem piedade, qualquer perspectivas de um futuro melhor, em prol da preservação dos privilégios dos detentores do grande capital econômico mundial que, atordoados querem mais uma vez que a conta seja paga, por quem dela nunca se locupletou.

A França como caixa de ressonância política mundial, parece estar acenando a todos como uma nova forma de sair desta crise, encontrando nos ideários socialista uma saída honrosa que coloca o bem estar da coletividade, sempre e muito acima do que, qualquer privilégio individual.
Em última análise, aquele pão que faltou em 1879 , voltou a escassear em 2012, e será que uma era de novos ideais libertários será agora inaugurada por François Hollande, como aconteceu no passado?

MUITO CUIDADO!



Certa vez uma aranha conversava com a borboleta sobre a vida e os perigos que aqueles que nos cercam , eventualmente,podem nos causar.
A aranha dizia:
-Pois é querida borboletinha,precisamos ter cuidado com as abelhas.
-Ué, qual a razão?- pergunta a borboleta evidentemente, nervosa.
-Elas atacam em enxame e são poderosas e muito irritáveis.
-Nem sabia, obrigado.
-E qualquer desses pássaros vagabundos que andam voando por aí, de uma hora para outra podem com uma simples bicada, matar impiedosamente a gente.
-Nossa, chego a ficar arrepiada só de pensar
-Pois é ,precisamos muita cautela quando escolhemos nossas amizades, nunca se sabe...
-Estou ficando preocupada, amiga aranha, eu procuro ser boazinha com todo mundo, trato meus amiguinhos muito bem para evitar brigas e confusões, pois sou de paz.
-Borboleta, você é adorável e gosto muito de você, destas suas asas lindas e coloridas, você pode voar,encanta a todos com sua graça,beleza, transmite tranquilidade, encantas até as crianças...
-Você também, aranha..
-Não borboleta , eu sou detestada por todos,sempre pensam que sou violenta, que vou brigar,trazer problemas para todo mundo e sou muito diferente de você.
-Eu não acho, sou sua amiga, gosto muito de você e nem admito que ninguém fale mal de você perto de mim, pois a defendo sempre.
-Eu sei disse minha amiguinha.É por esta razão que preciso lhe falar uma coisa muito séria.
-O que aranha?
-Olha, querida tem um bicho por aqui querendo fazer uma maldade com você.
-É mesmo? Mas não faço mal a ninguém, quem é?
-Não posso falar alto, chega mais pertinho de mim,encosta seu corpinho na minha teia que vou falar bem baixinho no seu ouvido, quem é .
-Assim está bom?
-Está, borboletinha.A formiga saúva quer pegar você.
-É mesmo?
-Sim ela me falou, você precisa tomar muito cuidado.
-Chega mais pertinho borboleta que vou lhe dizer o que ela pensa em fazer com você.
-Mais perto ainda?
-Assim está bom ?
-Está.
-O que você está fazendo comigo, está me puxando para a sua teia e com essa cara de quem vai me fazer mal.Larga aranha, me larga somos amigas, lembra? Muito amigas. Não faça isso...
-Pois é borboleta,mas estou com muita fome e quando se trata da minha sobrevivência, são os que estão mais próximos que eu sempre devoro.




BATISMO

Estou publicando uma jóia de diálogo da atriz e blogueira carioca Angela Vasconcellos ambientado no calorento e não menos simpático bairro de Bangú, aqui no zona norte da cidade do Rio de Janeiro, no dia em que mais um bloco surgia e com um nome exatamente, como o carioca gosta: Engraçado!

Todos podem conferir, além desse, um punhado de outras postagens excepcionais, no endereço:

http://tracasetrapacas.blogspot.com.br/



BATISMO

Bangu. 180° a sombra. Vapor subindo. Cabeça quente.Nem e Zequinha do Bar jogam dominó e conversa fora.
- Colega, tá dando pra fritá ovo na testa.
- E eu num sei?
- Quanto tá fazendo, uns 45°?
- Por aí.
- Ainda tenho que pensá na fantasia do bloco.
- Tu vai mesmo fundá um bloco?
- Já tá fundado, só precisa de nome.
- Tem que sê fantasia leve, rapaz, se não o povo vai morrê no calçadão.
- Que calçadão, Zequinha. Vou levá o bloco pra outras parada. Tô querendo ir pra perto do mar. Assim, quando o corpo esquentá, o marzão refresca.
- Pediu licença na prefeitura?
- Num sei pra onde vou levá, cumé que vou pedir licença? Vou na marra.
- Vai dá pobrema!
- Que pobrema?
- A polícia vai mandá circulá, nem vai saí da concentração.
- A gente finge que desconcentra e vai mais pra frente.
- Olha lá, hem? Tu pode ir em cana.
- Cana, nada. Jogo um lero de carnaval e coisa e tal, digo que é um bloquinho de pobre e neguinho libera.
- Tu que sabe, né?
- Teu jogo tá moleza, tu tem pouca pedra na mão.
- Sorte é sorte, que que eu vou fazê?
- Vou morrê com esse catatau na mão.
- O bloco sai quando?
- Tô querendo no sábado porque domingo vou pro viaduto, vê minha escola passá.
- Tá encima do lance, Nem.
- Pois é.
- E tu num tem fantasia e nem nome.
- Mas, também, negão, com essa lua na cabeça, num dá pra pensá direito.
- Fora os mé que tu entorna.
- O mé é pra esfriá a estufa, sem mé o sangue ferve.
- Aí, bota fantasia de nenem, fraldinha e mamadeira de cana.
- É uma, Zequinha. Fantasia fresquinha e leitinho pra mantê a criança hidratada.
- E as mina vão de babá. Sainha, top e touquinha.
- Gostei. Pro calor que tá fazendo, é uma boa.
- Me avisa com antecedença, vou levá uns isopor no carrinho e faturo umas breja.
- Só se tu perdê uma mão de dominó. Tu só ganha de mim!
- Nem, só perco se não jogá.
- Tá legal, te aviso com antecedença.
- Cara, mas tá muito f#*a esse calor, inferno perde de Bangu!
- Bangu é o verdadeiro inferno do Rio.
- Que música a banda vai tocá?
- Tava pensando em fazê um repertório só de música que fala de calor.
- Manero, legal.
- Então, vou botá "que tudo mais vá pro inferno" do Rei, Alá lá ô, Pode vir quente que eu tô fervendo, essas parada, falá da quentura, que é a realidade da comunidade.
- Saquei, vai protestá, né?
- Também, mas eu vou é me esbaldá.
- O pessoal tá bem animado.
- E eu num sei?
- Tá todo mundo na maior pilha.
- O nome é que tá pegando.
- É, tá mais que na hora de tu bolá o nome.
- Tô achando que vou copiá o nome de um bloco de bacana.
- Nem vem com Banda de Bangu!
- Que isso, rapaz, tu acha que vou copiá Banda de Ipanema? Neguinho aqui é macho!
- Nem todos, né?
- Mas não liberam a franga.
- É, fica tudo na moita.
- Não, tem que ser um nome que case com o lugá que a gente vive e com as música que nós vai tocá.
- Vai falando aí os nome dos bloco da zona sul.
- Num é só zona sul que tem bloco de bacana, não. Tem o "Imprensa que eu gamo".
- Esse nome é du car*#*#o!
- Num é? Tem o "Simpatia é quase amor", tem "Carmelitas", tem "Gigantes da Lira", tem "Suvaco de Cristo", tem...
- Achei, Nem, achei o nome do bloco do inferno.
- Bloco do Inferno?
- Não, cumpadi, " Quisila do Capeta"!
- Hem?
- Num tem "Suvaco de Cristo"? Então, Bangu tem "Quisila do Capeta"! O suvaco do demo é a "Quisila do Capeta"!
- Genial, Zequinha, tá batizado!
- Agora, joga Nem, antes que as pedra do dominó derreta.

SORRISO NA BOCA DE UMA MULHER!





Um sorriso de mulher incendeia qualquer canavial de amor que estejamos cultivando como safra única, e cuidadosamente, regada ,com carinhos e merecidas atenções sempre que o almejado, seja uma colheita generosa.

E com certeza de muitos caules que serão transformados no açúcar nosso de cada dia e, quem sabe, numa consistente rapadura de doce e eterna paixão.

O homem que resiste ao sorriso de mulher é um doente inveterado, sem alma e desnudado de sentimento, absolutamente nu de graça, jeito e sem nenhuma possibilidade de ir para o céu.

Vai curtir é no purgatório da sua pós vida um merecido sofrimento por não ter valorizado o sorriso de uma mulher.

Pois ele, pode ser o veneno e antídoto, morte e vida, luz ou treva, sorte e azar,mundo e o fim dele, depende de como é tratado .

Então, o que falta para que um homem respeite e adote o sorriso de uma mulher como seu talismã dos eternos encontros e extasiados momentos de celebrações únicas de gratidão?

É tão pouco e é tudo, se faz entre dois lábios e uma generosa aparição de dentes, acompanhado com um dobrar de pregas e o franzir de dezenas de músculos da face.

Está aí a definição fisiológica do beijo, mas isso é tão pouco!

A grande verdade é que, sempre se deve ao final de um sorriso da mulher, eleita no escrutínio universal e votação secreta das nossas opções afetivas, calar-lhe e tampar-lhe a boca com uma demorada resposta de agradecimento e a mais ardente possível, sempre com um beijo não-técnico.

Daqueles que ela possa ter a impressão de que, nunca antes tivera sido beijada assim, na sua vida!

QUANDO CRIANÇA. QUANDO ADULTO!


As fases inevitáveis do nosso crescer,passar disso para aquilo,desejar mais tantas outras coisas do que, outras coisas tantas que, antes desejávamos ,é deixar de ser criança e nos tornarmos adultos.

Inexorável,irreversível é todo um processo.


Simples assim!

Quando crianças costumamos machucar o corpo e os tornozelos, canelas, braços , cotovelos e cabeça, são nossos alvos preferencias de ataques deles contra aquilo ou daquilo contras eles.

E como ferem, vivemos pintados de muito mercúrio cromo, enfaixados com gazes,colados com esparadrapos e eventualmente , quando o ferimento quebra, nos imobilizam com gesso.

As marcas que ficam são visiveis, externas,explícitas e contundentes.

Quando adultos, machucamos a alma!

Ferimentos insuportáveis, sufocantes e indesejáveis!

Não ficam expostos, ninguém vê depois as cicatrizes, sorrateiros nódulos, escondidos lá dentro como ninhos abandonados pelos pássaros filhotes e a mãe que se perdeu, na fúria incontrolável dos ventos e chuvas devastadoras.

Acho muito mais perigosas as brincadeiras dos adultos.

Quer que eu minta?

EU NO OUTONO!









O sol na estação que foi embora,iluminou muito fortemente cada porção de nós, bronzeou e explodiu em calor as menores centimetragens das nossas peles e ofegávamos em suores por entre ruas e nos esbaldávamos em exposição nas areias quentes das praias.

Certa economia de roupas ou nudez parcial era consentida no convívio diário e o conjunto da obra dos corpos era mais generosamente mostrado,admitidos como coisas de verão!
O outono baixa um pouco nossa bola ,diminui a freqüência cardíaca,prepara para as amenidades que por ai virão a partir de junho com um inverno meio verão, meio outono , meio tudo, principalmente nestas terras abaixo da linha do equador.
E depois com a primavera irá continuar a florescer tudo novamente dentro de nós.
Que venha o outono, outono austral do hemisfério sul e seu amarelar das folhas e prepare a natureza e a todos nós para continuarmos de estação em estação aptos a não perdermos o trem da vida, das esperanças e fantasias maiores e essenciais de nossa existência.
Um trem que envelhece, mas continua nos trilhos.
Quanto a mim prometo, em posição de genuflexão respeitosa, ver este outono como me lembrou Mario Quintana ao dizer que :
“Uma borboleta amarela? Ou uma folha seca que se desprendeu e não quis pousar?”
Não verei nenhuma folha seca amarelada que se desprendeu e não quis pousar e sim, borboletas multicoloridas que delas se transformaram que irão encantar-me com seus vôos para que eu continue a acreditar que já sobrevivi a tantas outras estações vida afora. É assim que verei as folhas mortas e amareladas em seus despencar derradeiros.
E estas minhas razões são de absoluta coerência pois,opto neste outono por continuar vivo!
Voando.
Quer que eu minta?







ENCONTRO.



Não estou aqui a passeio e meu recado é bem objetivo,pois me refiro ao encontro entre um homem e uma mulher: O primeiro!

Aquele momento esperado,que teve semeadura,irrigação e por ter encontrado terra adubada fez-se inevitável , vinga e como se vê, não estou falando de encontros fortuitos, esbarrões existenciais, traquinagens da libido e das ejaculações precoces em tardes quentes,daqueles que acontecem como chuva de verão.

É preciso que haja sentimento sim,deve haver, será muito melhor que tenha, ou será que nós capitalistas de carteirinha só sabemos investir dinheiro em riscos de ganhos e perdas nas bolsas de valores, já tão desvalorizadas?

Quando esse encontro precisou voar acima das nuvens cumulus nimbus, daquelas enormes como flocos de algodão e desenhadas em céu azul de esperanças,preste bem atenção:

É bom demais!

Quer um desses?

Trabalhe muito afetivamente para isso e com certeza, terá direito a um fundo de garantia muito romântico e de acordo com as suas expectativas, assim como, um décimo terceiro salário de gratificação em afagos e sempre tão bem-vindo, quanto esperado.

Quer que eu minta?

AS CINZAS QUE TODOS NÓS SOMOS!






Reducionismo inevitável!


Se cremados ou colocados sete palmos abaixo do solo, voltamos a ser o sal da terra, exatamente, como nos exprimia, qualificava e determinava Jesus Cristo.


O sal da terra que volta para ela, sob a forma de pó ou cinzas do qual viemos, do nada que, para muitos parece ,e do tudo para quem sabe interpretar a necessidade do milagre da continuidade da manutenção e evolução da espécie humana.


Somos a vida enquanto nelas, neste plano menor do planeta Terra, e sua perpetuação depois que a deixamos, e assumimos a dimensão maior e cósmica da eternidade.


Segundo o rigor das pesquisas efetuadas, ficou provado que entre os seres vivos aqui por estas bandas, somos o mais retardatários pois ,se for criada uma analogia entre o início da vida na Terra e a nossa chegada, com as vinte quatro horas de um dia, nós os homo sapiens teríamos chegado no último segundo


E apesar desta tardia chegada, somos os únicos entre os animais capazes de fazer cultura, fenomenologia esta especificamente humama,pois,trasnsformamos, recriamos e sujeitamos o meio às nossas necessidades de adaptação a ele e desta forma evoluimos extraordinariamente, deixando todas as outras espécias para atrás e só visiveis pelo retrovisor da nossa ascenção sobre elas.
Nascimento,desenvolvimento, morte e recriação da vida: Eis a sequência divina que nos coube!




CHICO ANYSIO, OBRIGADO POR TUDO!



Morreu nesta sexta-feira (23), aos 80 anos, o humorista Chico Anysio. Ele estava internado no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio. Ao longo de seus 65 anos de carreira, Chico Anysio criou mais de 200 personagens e foi um dos maiores humoristas do Brasil com destaque no rádio, na TV, no cinema e no teatro. Ele deixa oito filhos.

"Falando sério" conseguiu identificar seu novo lar, onde vai continuar brilhando e seu novo e-mail :oração@alegria.com.br


CLOACA DOS SENTIMENTOS AFETIVOS!



Quanto de dignidade nós nos atribuimos?
Não quero deixar dúvida e vou explicitar que dignidade é um postulado da decência humana que deve ser acompanhada da defesa intransigente da nossa honra, bem moral e maior dos homens,através da qual exercemos sem contestação a plena autoridade construída ,e com isso, fazendo convergir para o entorno de cada um, a irrestrita respeitabilidade de todos.
Dignidade é amor-próprio em toda plenitude,brio que exala pelos nossos poros e decência que cultivamos por acreditarmos nos mais expressivos princípios do relacionamento humano.
Se não encontramos nada disso saídos de nós e do nosso entorno então damos nossas mãos às licenciosidades,condutas libertinas e devassas!
Quem admitiria dividir um mesmo leito com uma desonra explícita da nossa dignidade, tenha ele o apelido de um homem ou uma mulher ou as adjetivações formais atribuídas pelos protocolos da fria jurisprudência que os uniram, à época que ambos se amavam,construiram um lar, geraram filhos e depois apodreceram numa irreversível e pegajosa desunião, e próximos agora e tão somente, por interesses consentidos e inconfessáveis?
Insuportável relação que se mantêm indisposta para sempre e acobertada por inúmeras razões, mas todas sempre julgadas de forma irreal apenas racionalizadas e justificadas, pasmem, até por pena, caridade ou impossibilidade confessa de deixar para trás parceiro tão necessitado e enfraquecido, mas isso,só na imaginação devassa de quem perdeu a dignidade e submete-se , sublimando e fantasiando práticas de conduta, acreditando que aquilo é verdade e não que, destruíu-se quanto a possibilidade de manter em terreno fértil o cultivo de seu amor-próprio.

Quais interesses , em um relaciomento pode prender conjuges ou companheiros soterrados a uma mesma cama e cobertos pelos edredons da desmoralização e insanidade e de qualquer desculpa ou pretexto, por mais cínico e hipócrita que seja , ao ponto de tornar essas condutas insanas, em sórdida realidade que deságua na cloaca dos mais mentirosos e indesculpáveis sentimentos humanos : A falta de dignidade no relacionamento!