AMOR.OBSESSÃO,JAMAIS!



                                                                       
                                              
O amor comeu minha dor de cabeça e o meu medo da morte. O amor comeu minha carteira de identidade como diria João Cabral de Melo Neto.
E como eu nunca soube fazer poesia como ele descobri que, amando você não ficaria devendo nada daquilo que a poesia dele transmite na sua plenitude maior apesar da minha incompetência e de ter sido sempre muito pior do que ele, maior, no entanto, quando aprendi a exalar para a vida em poemas de outras métricas difusas, incompletas e incorretas ,mas verdadeiras tudo as rimais sentimentais que sinto por você.
Quantas vidas e, quem diria quantas almas iguais ao poder e às forças de Severina consegui reunir nas minhas mais declaradas e aparentes obsessões afetivas por você. Somente aparentes!
Reconheço que um amor pleno e intenso perturba até mesmo as classificações apressadas que confunde os incautos e desnorteia os comuns.
E mesmo com os pés rachados pela inclemência dos tempos difíceis que atravesso de vez em quando, caminhando descalço pelo ressecado, duro e ressequido solo do nosso amor que racha a sola dos meus pés, o mesmo que pisou Severina nos Sertões veredas  e que, mesmo assim, vou aos tropeços e solavancos batendo estacas com meus pés no barro quase impenetrável e cheio de buracos traiçoeiros e veios de terra disformes, empoeirado de sacrifícios, da minha vida e daquela que você também viveu, Severina!
Então, finjo-me de morto só para me transformar em assombração. Fugir dos calangos famintos das caatingas áridas.
Porém, jamais me transformo em retirante e continuo Severino, babando nos rastros do rabo da sua saia nos desertos de crueldade que outros semeiam tirados do calor insuportável do sol inclemente que não deixo ficar fora ou na terra e sim, trago para dentro de mim para aquecer ainda mais, a fornalha acolhedora que continua aquecendo o meu amor por você.
Sagrada e mentirosa obsessão, sacrilégio contra Ave-Maria cheia de graça aqui entoada em ritmo de bolero dois pra, e dois pra cá e encoxando você nos meus mais extremados momentos de desejos.
 E que me perdoe, mas Virgem Maria a mãe de Deus é mulher sabe do que eu estou tratando, como saberia da mesma forma aquela que foi a minha própria mãe.
Não é obsessão não, e sim, coisa de pele, precioso e de ininteligível decifrar como seria aquele que encontrasse plumas em um cachorro atolado no nada.
Só consigo sobreviver sob o calor do sol que impiedosamente fere de mágoas os retirantes, mas, que a mim, dá a sensação de ser a única forma de continuar vivo e ardendo nestes espaços finitos da terra antes de alçar voo obedecendo ao toque final das trombetas angelicais, no ultimo momento do ultimo suspiro, no qual serei também compelido a ser apenas pó celestial no universo dos pós do qual um dia eu vim.
Meu amor por você, única forma de transcender ao dia-a-dia destas mesmices do mundo que insiste em viver enroscados em tristezas e maldades, recitando versos das espúrias ações de quem acha que só eles sabem mais e que ,o resto é o pobre burro que nada sabe, escravo e vitima da sua inapetência por nada saber a respeito de nada.
Longe de você Inflamo de sangue minhas veias e por entre elas as transformo em rios de lutas por você que quase as arrebento e só com você por perto, minha pressão arterial se acomoda e perde a mania de querer explodir e ser o melhor instrumento de sopro da vida, vaidade esta que pode levar meu corpo a uma síndrome absoluta de derradeiros momentos.
Não vejo no meu amor nada parecido com obsessão por você, nada parecido como aquele tal de apego exagerado a um sentimento ou uma ideia desarrazoada, coisa apenas de quem escreve dicionários, mas não sentem nas vísceras das verdades que estão escondidas nos átrios direitos e esquerdos pelos quais passam o sangue da minha paixão por você e endereçadas aos mais tenros ventrículos correspondentes do meu coração e finalmente, contribuindo assim para o bater no compasso cuidadoso para não parar e a única forma de me deixar sem saída para continuar entre festejos tantos de clarões múltiplos nos céus da minha felicidade.
Driblei a morte Severina!
Enganei o solo rachado maldito do momento final, recusei-me a aceitar uma pequena cova, feita para mim sob medida, numa terra que sempre quis ver ser dividida, não é e nem jamais será uma cova grande para meu pouco defunto, pois é aí que gosto e me enrosco de saber que tornei a minha vida incomensurável, imensa, densa e meu amor a  minha luta por você insistente, incansável tomando e dando bordoada, sangrando e fazendo sangrar, porém muito mais vivo, integro e certo de que você é tudo aquilo que me move a ser intransigente e transgressor e usar a enxada para fazer covas cada vez mais profundas e inacabáveis.
Descobri que você me tornou imortal!
E na luta pelo nosso amor sou insistente, incansável, intransigente, maluco e desvairado e pouco importa agora se me tornei amante tão fiel, por tantos confundidos como um obcecado!
Fico esperando pelo próximo rótulo que será colado na minha garrafa cheia de inebriante espumante o qual sempre espalho pelo seu corpo de menina e vivo sugando com a força ainda indomada da minha boca de um garoto imberbe.

NÓS E OS OUTROS!!!

Tudo aquilo que acontece com a gente são as coisas mais importantes do mundo, afinal foi com a gente e, nós somos a nossa melhor companhia.
No outro nós respeitamos a dor, a ausência, os desencontros e a isto chamamos solidariedade, mas em nós,sentimos,vivenciamos,
curtimos cada minuto das coisas que dilaceram, apoquentam, colocam à prova nossa coragem, insultam a ordem natural da felicidade que lutamos para preservar, por esta razão quando é com a gente o buraco é muito mais embaixo!
Nada mais humano, natural do que este cheiro absoluto e definitivamente atávico de sobrevivência e que, nos instiga à luta, mexe e remexe tudo por dentro, e na escuridão daqueles momentâneos sofrimentos nos leva a acendermos os nossos derradeiros e poderosos refletores.
Eles irão consumir a energia estocada em nós e com a qual responderemos à altura as agressões que a vida nos faz.
Ilumina-se então o novo palco da vida no qual colocaremos todos os nossos personagens e seus textos elaborados durante todos os anos, até chegarmos ali.
E musica também, tem! E tem balé mágico com sapatilhas douradas, contrariando as brancas de sempre, afinal agora é tudo ou nada, sem mesmices!
De repente a platéia se levanta. Aplausos demorados. Alguém nas cadeiras do meio grita: Bravo!
Pronto ganhamos mais uma, é a volta por cima, encontramos as forças necessárias, nem demos a menor bola para o azar, viramos a cara e definitivamente para o destino, fizemos a curva, encontramos o atalho, desempenho grandioso, digno de um grande final do majestoso Cirque du Soleil e, ainda não foi a vez da encenação final da morte do cisne.
Essa retomada das forças vitais, do controle que podemos exercer sobre as agressões inevitáveis da vida ao passar dos anos das nossas existências, por mais contraditório que possa parecer, nos vem dos exemplos que identificamos e refletimos sobre aquilo que os outros estão passando,sofrendo, e convivendo.
É olhando para frente que buscamos novos amanhãs nos horizontes da vida, porém nunca duvide que é olhando para o lado que vemos os mais definitivos exemplos.
Olhar para o lado está muito mais próximo, a distância é muito menor, ficamos cara a cara com a verdade, descobrimos que é da fraqueza que o outro padece que, nos fortalece a combatividade.
É no outro e suas mazelas que, as nossas encontram o diálogo certo para temos conosco mesmo, e assim, verificarmos que, se em nós as dores são sempre as mais importantes e não nos outros, mas é na deles que renascemos em lúcidas transcendências para continuarmos de pé.
É exatamente, como se todos os dias vivêssemos reclamando que não temos muitos sapatos e ao olhar para o lado víssemos que,o outro não tinha as pernas. 

A SABEDORIA DAS MULTIDÕES.

                                         



Sempre que estive junto a você sempre tentei que  fôssemos um só. Pretensão absurda neste mundo de distensões, relaxamentos e frouxidão de objetivos, no qual, o nosso umbigo é sempre o mais bonito e importante. Porém, apesar de corpos separados, continuo a insistir em querer que sejamos um só em pensamentos. O fato de você - de forma planejada e estratégica - não querer mais me ver pessoalmente torna indigno, feio e desarrazoado tanta sutileza que havia nos nossos olhares. E convenhamos, mancha com borrões inúteis nossas pinturas em afrescos que deixamos em cada calçada que pisamos e muros pelos quais passamos. E foram incontáveis. Então, insistindo como sempre, vou tentar equacionar esta sua contradição.
Ao me ver imagine que no lugar do meu rosto esteja a solidariedade. Isto mesmo, pois, neste mundo no qual o egoísmo fala mais grosso e rende muito mais ainda, eu não estarei ali. Percebeu?
Ao estar comigo pessoalmente, você não vai sofrer se no meu sorriso identificar sinceridade. Que é isto? Você então se perguntaria! Não estaria ali novamente, não seria meu rosto, afinal quantas pessoas sinceras você conheceu durante a sua vida? Pouquíssimas, não é? Porque teria  que ser eu, uma delas? Continuaria muito pretensioso! Toma vergonha,cara!
E se por todos os diabos, todos os males, todos os fingimentos personificados em amigos e nesta legião de ingratos e traidores que se amontoam mundo a fora e aquele montanha de seres humanos inescrupulosos e interesseiros, vagabundos de todos os matizes que vendem a alma por trinta moedas e que nos circundam, você ainda identificasse nos meus olhos o amor?
Ria , deboche, infle o peito, arregace as mangas da sua sabedoria e intelectualidade para  então desprezar sumariamente aqueles sinais enigmáticos, estranhos, fora dos atuais contextos e somente dignos de pessoas insanas, malucos de primeiras águas traiçoeiras prontos para afundar e com sentimentos esdrúxulos fruto de uma mente doentia que acredita no amor!
Desculpe, mas neste caso eu estaria ali sim! E sinto informar que seria eu mesmo sem pejo nem pudor a demonstrar coisa tão antiga, desatualizada, ponto fora da curva, desestabilizado emocionalmente, ferido e encharcado pelos respingos saídos das bocas daquela multidão que logo nos cercaria gritando: Babaca!

EU...QUER DIZER EU ACHO!





 Não sou cubo, não sou poliedro,muito menos triângulos cheio de lados pois, quando olho, olho é de frente, sem ângulos de soslaios,hipocritamente sextavados,esquizofrênicos ,difusos e disfarçados entre muitas faces, como quisesse me esconder entre quinas pontiagudas, as minhas fraquezas.Sou humano, mas não sou torpe!
Portanto, falo de frente,erro mais não me escondo em noventa , cento e oitenta ou trezentos e sessenta graus de sumiços oportunos de comodidade,fugindo do cara-a-cara.
Minha geometria de vida é plana,o que me facilita pisar no chão com segurança,sem resvalos, por esta razão, tropeço menos e quando caio não espeto em mim o que não devo.Tenho poucos espinhos cultivados no caule da minha vida.
Aprendi desde cedo e disto tenho a certeza de que, as crianças quando caem machucam rostos, joelhos, braços, e eu como adulto quando caio, firo a alma, e a esgarço provocando descontinuidade naquela frágil e sempre ameaçada integridade da sua forma. E como não vendo minha alma ao diabo-tendo como moeda de troca meus habituais e possíveis desvarios - procuro mantê-la intacta.Sou humano, mas se erro não fujo.
Afinal,sou o que me deixaram!
Tenho certeza da minha pequenez e sou menor do que os Lírios do Campo, de qualquer uma das sete ou dez maravilhas do mundo ou do que um sorriso banguela de inocência de um bebezinho que acabou de chegar . Este sou eu. Megalomania não faz meu tipo!
Porém, sou muito maior do que a ingratidão, a violência e esta injustiça social entranhada nas vísceras perversas dos desequilíbrios entre esses e aqueles,aqueles e aqueles outros.
Nunca fomentei a injustiça social provocadas por mutretas e roubalheiras daqueles cujo caráter é ostentarem uma riqueza surrupiada de terceiros e sempre com a justiça batendo às suas portas.Não dormem e se dormem, em geral tem gastrites que os atormentam e vísceras outras que por dentro,lhes incomodam.
Eternos condenados!
Sou produto de uma eterna vontade de ter senso critico,o que me ajuda muito quando o interlocutor é generoso e prejudica demais, quando diante de inescrupulosos falseadores que vivem fugindo à procura de buracos e esconderijos, infelizmente sempre deixando seus rabos de fora.
Olhem para os presídios!
Quando em noites de lua, sempre reverencio os rostos das mulheres mais próximas,as escolho pelo caráter, jamais pelas contas bancarias,abomino o cafetão e se chove cubro-as com meu tórax, e na praia, abro mão da barraca protetora pois, quem as cobre é meu corpo.Nos jardins da vida,prefiro as rosas!
E como sei que as flores murcham , no sol forte,meu instinto é de proteção!
Sou a antítese, o desconforto das piadas sem graça,o emaranhado de fios que sobram atrás do computador, a colmeia barulhenta e desorganizada após uma certeira paulada que a desfaz matando a abelha-rainha. Sou aquele que não tem medo que o feitiço se volte contra o feiticeiro e que nunca se satisfez com trinta moedas amaldiçoadas que chegam com aquele eterno sabor ácido do fel de ingratidão e traição. Fico com o sabor de mel! 
Prefiro o pouco,mas gosto dos bons gostos e gosto de poder dormir em paz.
E se quisesse me descrever ainda mais , aí sim ,eu pararia por aqui mesmo e imediatamente, porque tenham a certeza de que ,apesar de muitas coisas boas e outras ruins que tenho, a maioria boas já lhes enumerei todas e o que agora lhes teria para dizer, seriam todo o resto dos meus mais impublicáveis defeitos , quem sabe omitidos?
Perdoem, mas é uma questão de sobrevivência,não devo gerar provas contra mim mesmo!

UMA OUTRA VISÃO DO AMOR.


                                                                                   



Dos mais variados temas humanos um dos mais discutidos,relatados,analisados e pesquisados sob todas as formas possíveis é sem dúvida o amor. Este é um sentimento que nos dá vigor, rejuvenesce faz com que o mundo esteja dentro de nós e entre milhões de outros olhos os nossos só se concentram no alhar daquele que amamos, e entre milhões de outros corpos , nossos corpos só desejam aquele único que a maioria determina como sendo coisa da pele aquela atração única e insubstituível!
O amor é capaz de fantasiar,criar e  formatar irrealidades como esta que vou lhes narrar:U amigo me disse que estava amando e começou a descrever a sua amada.Começou pleos cabelos lindos ,negros,sedosos,passou para o nariz que segundo ele nem as mais belas romanas possuíam e descrevendo a boca da sua amada, desculpe mas, até eu tive vontade e com o maior respeito de beijar aqueles lábios descritos.A descrição do pescoço da mulher que ele tinha no coração parecia ter a beleza do Cristo Redentor e nada mais lindo e, muito mais do que o Pão de açúcar, eram os maravilhosos seios e perfeitos daquela mulher que o fazia tão feliz.
Quando começou a descrever o corpo ,as ancas, as coxas, os pés da mulher eu quase pedi para que ele parasse , pois afinal sou homem, minha testosterona está em níveis normais. Enfim,procurei ocultar a mais evidente das minhas reações instintivas e indesejáveis para aquele momento.

                                                                               


E meu amigo continuava  a falar agora dos modos gentis , educados,singelos  da forma amorosa que ela o tratava e sendo assim ele me confessava, sentia-se um rei das dinastias mais importantes da humanidade.Era incapaz de lhe dedicar uma palavra mais agressiva e sequer tinha ouvido da lindíssima boca da sua amada, nunca , jamais uma palavra mais áspera ou que o deixasse constrangido.
Repentinamente insinuou.
-Quer conhecê-la?
Não pensei duas vezes, para mim seria uma dádiva conhecer aquela deusa maravilhosa, educadíssima, o sonho de amor de qualquer homem e afinal, seria uma descortesia de minha parte,recusar tão prazerosa distinção.
-Sim,, quero é lógico, ficaria feliz em conhecer que uma mulher o faz tão feliz.
-Então vamos lá em casa, ela vai lhe oferecer com muita satisfação, um cafezinho.
-Ok, vamos! -disse entusiasmado.
Ao chegar lá ele Gritou na porta:
-Creusa, trouxe um amigo para lhe conhecer.
Lá de dentro ela respondeu:
-Fala mais baixo que o Craudinho está dorminho -Que maldade pensei, quase acordamos o filho.
E quando a porta se abriu, um dos espécimes mais horrorosos do gênero feminino se apresentou, com algumas faltas de dentes da frente, cabelo curto cortado quase a máquina zero,no máximo com um metro e cinquenta centímetros de altura,muito acima do peso normal (mais bota muito mesmo,pode exagerar nesta medida) e os pés com evidentes sinais que nunca tinha tido a assistência de uma pedóloga. Sabe aqueles calcanhares rachados? Então eram muito piores! Enfim uma lástima, enquanto realidade!
Ao vê-la,disse:
-Oi Creusa querida, trouxe um amigo para tomar um cafezinho conosco! - E aquela figura educadíssima disse:
-Pô porque não tomaram no botequim aqui da esquina, Que chatice! -Virou as costas sem sequer estender a mão para mim.
Ou seja, o amor é tão grandioso,transforma tudo e a todos com uma força e forma absolutamente indecifrável de coesão e indiscutível poder de agregar valores inexistentes que, os tornam tão verdadeiros como se estivéssemos vendo o amanhecer de cada dia e aquele  sol maior das nossas vidas!
Os olhos de quem ama recria a beleza que só ele e Deus, na realidade contemplam e, por esta razão e o sentimento mais divino colocado nos corações humanos.



A ARANHA E A BORBOLETA.

A ARANHA E A BORBOLETA.

                                                     .
                                                                    

                                                                 

Certa vez uma aranha conversava com a borboleta sobre a vida e os perigos que aqueles que nos cercam , eventualmente,podem nos causar.
A aranha dizia:
-Pois é querida borboletinha,precisamos ter cuidado com as abelhas.
-Ué, qual a razão?- pergunta a borboleta evidentemente, nervosa.
-Elas atacam em enxame e são poderosas e muito irritáveis.
-Nem sabia, obrigado.
-E qualquer desses pássaros vagabundos que andam voando por aí, de uma hora para outra podem com uma simples bicada, matar impiedosamente a gente.
-Nossa, chego a ficar arrepiada só de pensar
-Pois é ,precisamos muita cautela quando escolhemos nossas amizades, nunca se sabe...
-Estou ficando preocupada, amiga aranha, eu procuro ser boazinha com todo mundo, trato meus amiguinhos muito bem para evitar brigas e confusões, pois sou de paz.
-Borboleta, você é  adorável e gosto muito de você, destas suas asas lindas e coloridas, você pode voar,encanta a todos com sua graça,beleza, transmite tranquilidade, encantas até as crianças...
-Você também, aranha..


                                                             

-Não borboleta , eu sou detestada por todos,sempre pensam que sou violenta, que vou brigar,trazer problemas para todo mundo e sou muito diferente de você.
-Eu não acho, sou sua amiga, gosto muito de você e nem admito que ninguém fale mal de você perto de mim, pois a defendo sempre.
-Eu sei disse minha amiguinha.É por esta razão que preciso lhe falar uma coisa muito séria.
-O que aranha?
-Olha, querida tem um bicho por aqui querendo fazer uma maldade com você.
-É mesmo? Mas não faço mal a ninguém, quem é?
-Não posso falar alto, chega mais pertinho de mim,encosta seu corpinho na minha teia que vou falar bem baixinho no seu ouvido, quem é .
-Assim está bom?
-Está, borboletinha.A formiga saúva quer pegar você.
-É mesmo?
-Sim ela me falou, você precisa tomar muito cuidado.
-Chega mais pertinho borboleta que vou lhe dizer o que ela pensa em fazer com você.
-Mais perto ainda?
-Assim está bom ?
-Está.
-O que você está fazendo comigo, está me puxando para a sua teia e com essa cara de quem vai me fazer mal.Larga aranha, me larga somos amigas, lembra? Muito amigas. Não faça isso...

-Pois é borboleta,mas estou com muita fome e quando se trata da minha sobrevivência, são os que estão mais próximos que eu sempre devoro.

                                                     

27 comentários:

  1. Gostei dessa história, ninguém é tão amigo quando a necessidade aperta! Ainda mais duas espécies tão diferentes... fui lendo, mas desconfiada desde o início!!rss A conversa muito parecida com a dos humanoides!!
    Beijo, uma feliz semana, Paulo.
    ResponderExcluir
  2. TAIS LUSO,

    entre aranhas e borboletas os humanoides também, quando querem comem até a própria mãe (no sentido de passar pra trás e prejudicar).
    Quer que eu minta?
    Um abração carioca.
    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo, sim!!! Totalmente. Somos os piores animais!! rs
      Não será porque somos pensantes?
      bjs
      Excluir
  3. TAIS LUSO,

    é uma indagação muito pertinente.

    Um abração carioca.
    ResponderExcluir
  4. Pois é aqui estou, gostando muito de seus blogs, gosto principalmente de seu senso de humor e sutileza.
    Os animais matam quando têm fome, enquanto os seres chamados humanos, por prazer. Estou me excluindo destes :)...
    Abração e amei sua visita ao meu blog.
    Léah
    ResponderExcluir
  5. LÉAH, infelizmente não sei o que está acontecendo mas, não consigo ser seu seguidor e isso está acontecendo em outros blogues também.Tentei várias vezes! Poderia explicar a razão?
    Obrigado pela sua generosa visita.
    Um abração carioca.
    ResponderExcluir
  6. Boa noite Paulo, muito bem construída a sua fábula...
    Entre os animais, tal comportamento é plenamente normal. Porém entre seres humanos, a "animalidade" já não é mais aceitável. Não temos desculpa para agirmos como leões, aranhas ou serpentes, já que faz muito tempo que experimentamos o desabrochar da razão. Mas, enfim...do verme ao anjo, estamos todos num caminho pessoal e intransferível de evolução interior. Um feliz domingo!
    Bíndi e Ghost
    ResponderExcluir
  7. GHOST E BINDI

    Muito obrigado e devo comunicar que seu mai novo seguidor!!!

    Abração carioca.
    ResponderExcluir
  8. Olá Paulo! Muito obrigada pelo comentário no meu blog. Gostei muito do texto. Esses texto me fez lembrar de uma palestra sobre filosofia que estava vendo ontem. A palestrante em dado momento disse que tudo que acontece na natureza uma hora é repetida entre os seres humanos. Pois que muitos aprenderam bem com a Dona aranha. Infelizmente poucos estão do nosso lado nas horas pesadas. Cada um por si... Não estou conseguindo ser sua seguidora. Eu clico, clico , mas a janela abre com erro. :(
    Beijos,
    Monólogo de Julieta
    ResponderExcluir
    Respostas

    1. PALOMA VIRICIO,

      aperta a tecla F5, fica apertando pois, atualiza a pagina.Eu também tenho que fazer isso às vezes e dá certo!

      Obrigado pelo excelente comentário!

      Um abração carioca.
      Excluir
  9. Oi Paulo, gostei muito do texto, prendeu minha atenção do começo ao fim, coitadinha da borboleta, sabe eu sempre fico torcendo para que a presa escape, (risos) Tô seguindo este, depois vou conhecendo os outros blogs. Abraços e um feliz mês de julho.
    ResponderExcluir
  10. FÁTIMA OLIVEIRA,

    as pessoas de bem sempre torcem pelos mais fracos e sofredores,isto é um sinal de caráter solidariedade de vida!!!

    Um abração carioca.
    ResponderExcluir
  11. Olá, boa noite! Uma boa leitura, Paulo.
    Já estive por aqui, a convite seu, mas não me lembro em que data.
    Um abraço e ótima semana.
    ResponderExcluir
    Respostas
    1. MARIA GLORIA,

      volte sempre!!!

      Um abração carioca.
      Excluir
  12. Oeeeee…..grata por visitar meu blog e seguí-lo.
    Já seguindo por aqui também.
    Interessante e absolutamente igual ao ser humano na sua sobrevivência.

    Abraços

    Sonia
    ResponderExcluir
    Respostas
    1. SONIA FACION

      sobrevivência é sempre sobrevivência, concorda?

      Mas com ética é sempre melhor sobrevivência!

      Um abração carioca.
      Excluir
  13. Adorei a sua fábula.
    Bem que desconfiei desde o princípio, aranha tão gentil tinha que dar neste desfeixo.
    Abraço
    ResponderExcluir
    Respostas
    1. CANTINHO DA GAIATA,

      esta sua desconfiança segue aquela linha de atuação humana que diz que quando as coisas se tornam muito fáceis , devemos sempre desconfiar.

      Um abração carioca.
      Excluir
  14. Também gostei demais da fábula, aranha gentil é de se estranhar.Adorei!
    Abraços!
    ResponderExcluir
    Respostas
    1. PARAÍBA PARA O MUNDO,

      uma aranha gentil assemelha-se muito àquela parcela de políticos corruptos que sempre dizem que não sabiam de nada!

      Um abração carioca.
      Excluir
  15. Olá, Paulo
    Passei aqui por acaso e como vi entre seus seguidores alguns de meus amigos virtuais e seguidores, resolvi seguir-lhes o exemplo, e fiz-me sua seguidora.
    Gostei imenso desta história que, no fundo, retracta bem o que se passa entre os humanos, por vezes.
    Fazem-se muito amiguinhos mas já tendo em mente poder tirar proveito da situação.
    Assim é a Humanidade!
    Se quiser visitar meu blog e seguir-me... dar-me-á muito prazer.

    Continuação de boa semana.
    Beijinhos
    MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS
    ResponderExcluir
  16. Oi, Paulo!

    Li seu convite em um blog parceiro que participo.
    Gostei do seu espaço (aliás, possui vários)!
    Essa fábula é bem pertinente a nossa realidade, na selva de concreto que vivemos!

    Beijos! =)
    Meu blog: http://nadinegranad.blogspot.com.br/
    ResponderExcluir
  17. NADINE GRANAD,

    obrigado pela presença.

    Mesmo!!!

    Um abração carioca.
    ResponderExcluir

  18. Essa história bonito, gostei mucho!!
    Obrigado por sua visita, eu continuar a visitar as suas publicações, sim!!
    ResponderExcluir
    Respostas
    1. ESPERANZA,

      volte sempre.

      Um abração carioca.
      Excluir
  19. Obrigada pela sua visita, tb já sou sua seguidora.
    ResponderExcluir
  20. ARTES DA VELHA,

    espero por você aqui sempre!

    Um abração carioca.
    ResponderExcluir